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Europa reage a ameaça de tarifas de Trump por Groenlândia e prepara contramedidas
Publicado 19/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 19/01/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 horas
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Montagem Times Brasil. Fotos: Divulgação | Joyce N. Boghosian
A escalada de tensões entre Estados Unidos e Europa em torno da Groenlândia levou ministros europeus a anunciar uma reação coordenada contra eventuais tarifas prometidas pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O ministro das Finanças da França, Roland Lescure, afirmou nesta segunda-feira (19) que vai convocar, nos próximos dias, uma reunião dos ministros das Finanças do G7 para discutir comércio, soberania e a situação do território autônomo dinamarquês.
“Estamos totalmente solidários com a Groenlândia e com a Dinamarca. Chantagem entre amigos é obviamente inaceitável”, disse Lescure, ao criticar a ameaça de Washington de impor tarifas adicionais caso os EUA não sejam autorizados a comprar a ilha.
Leia também: Europa avalia usar ‘bazuca’ do comércio contra EUA em crise sobre a Groenlândia
A reação europeia foi reforçada pelo vice-chanceler e ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, que afirmou que o bloco já prepara contramedidas em conjunto. “Não vamos nos deixar chantagear. A Europa responderá de forma unida e clara”, disse, em entrevista coletiva em Berlim ao lado de Lescure.
No fim de semana, Trump afirmou que pode impor tarifas de até 25% a países europeus, incluindo a Dinamarca, da qual a Groenlândia faz parte, caso o território não seja cedido aos Estados Unidos. A declaração provocou reação imediata de Reino Unido, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Países Baixos, Noruega e Suécia, que divulgaram uma nota conjunta em defesa da soberania europeia.
De acordo com Klingbeil, a resposta da União Europeia pode seguir três frentes principais. A primeira seria a suspensão do atual acordo tarifário com os Estados Unidos. A segunda envolve a reativação de tarifas europeias sobre importações norte-americanas, hoje suspensas até o início de fevereiro. Por fim, o bloco pode recorrer a instrumentos específicos da UE para enfrentar o que classifica como “chantagem econômica”.
Lescure endossou a avaliação alemã e reiterou que a postura de Trump ultrapassa limites históricos entre aliados. “Chantagem entre aliados de 250 anos é inaceitável. Os europeus precisam permanecer unidos, coordenar sua resposta e estar prontos para usar plenamente os instrumentos da União Europeia”, afirmou. “Estamos determinados a defender nossa soberania.”
Segundo o ministro francês, a reunião do G7 deve tratar de temas considerados urgentes, incluindo a Groenlândia. A França ocupa atualmente a presidência do grupo, que reúne as principais economias avançadas — entre elas, os próprios Estados Unidos.
Klingbeil concluiu dizendo que a Europa enfrenta um ciclo constante de confrontos promovidos por Trump. “O limite foi atingido. Vivemos sucessivos embates que o presidente norte-americano insiste em provocar”, afirmou.
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