Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Rali do petróleo é retomado após breve queda; Brent supera US$ 87 por barril
Publicado 06/03/2026 • 09:19 | Atualizado há 8 meses
Oracle integra ChatGPT e Codex a seus aplicativos e amplia linha de chips para computação em nuvem
S&P 500 fecha em alta pela segunda sessão consecutiva, impulsionado por ações de chips e queda do petróleo
IPO da Anthropic pode ser “ficção especulativa” ou um “momento histórico”
Boeing reduz prejuízo no terceiro trimestre com alta nas vendas de defesa, mas foco segue na produção do 737 Max
Nvidia investe US$ 3 bilhões na Meta após big tech anunciar plano de captar US$ 95 bilhões para infraestrutura de IA
Publicado 06/03/2026 • 09:19 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Pixabay
Os preços do petróleo subiram na manhã desta sexta-feira (6), revertendo uma queda anterior enquanto investidores continuam avaliando o impacto da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre os mercados globais de energia.
Por volta das 5h47 (horário do leste dos EUA), os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, avançavam 2,2%, sendo negociados a US$ 87,27 por barril, atingindo um novo pico em 52 semanas. Já os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, eram vistos em alta de 3,8%, a US$ 84,08, após reduzir parte dos ganhos anteriores.
Leia também: Petróleo WTI atinge maior nível desde julho de 2024 com Ormuz e escalada militar
Durante a madrugada, os preços haviam recuado brevemente enquanto investidores avaliavam os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã sobre a oferta global de energia.
Os preços do petróleo caminham para registrar o maior ganho semanal desde a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia no início de 2022.
A disparada ocorre à medida que o conflito entre EUA e Irã se espalha pelo Oriente Médio, interrompendo a produção de energia e levando o tráfego no Estreito de Ormuz, uma rota marítima crítica para o transporte de petróleo, a praticamente parar.
Na manhã de sexta-feira, o Financial Times informou que o ministro da Energia do Catar afirmou que a guerra no Oriente Médio pode levar exportadores de energia do Golfo a interromper embarques em poucos dias. Saad al-Kaabi disse ao jornal que o preço do petróleo poderia alcançar US$ 150 por barril nas próximas semanas caso navios-tanque não consigam atravessar o Estreito de Ormuz.
Leia também: Alta do petróleo acende alerta no Brasil; veja os possíveis impactos
Os preços chegaram a cair brevemente durante a madrugada após os Estados Unidos concederem uma autorização temporária de 30 dias à Índia — terceiro maior importador de petróleo do mundo — para retomar compras de petróleo russo. Washington havia anteriormente imposto tarifas “punitivas” de 25% contra a Índia por adquirir petróleo da Rússia, mas essas medidas foram revogadas no mês passado.
A retração também ocorreu após a agência de notícias Reuters informar, citando um funcionário da Casa Branca que não foi identificado, que o Tesouro dos Estados Unidos planeja anunciar medidas para conter picos nos preços de energia, incluindo possíveis intervenções no mercado de contratos futuros de petróleo.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO preço médio do galão de gasolina comum nos Estados Unidos subiu quase 27 centavos na semana encerrada na quinta-feira, chegando a US$ 3,25, segundo dados da organização de viagens AAA.
O conflito entre Irã e Estados Unidos entra em seu sétimo dia nesta sexta-feira. Em entrevista coletiva na quinta-feira, o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos “apenas começaram a lutar”.
Leia também: Conflito no Irã e alta do petróleo derrubam bolsas e elevam volatilidade
“O Irã espera que não consigamos sustentar isso, o que é um erro de cálculo muito grave”, disse ele a jornalistas.
“Não falta determinação americana aqui… Se você acha que já viu algo, apenas espere. A quantidade de poder de combate que ainda está sendo mobilizada, que ainda está chegando e que poderemos projetar sobre o Irã é múltiplas vezes maior do que a atual, quando somamos nossas capacidades às das Forças de Defesa de Israel.”
“Contrariamente ao que pensa o consenso, acredito que preços mais altos de energia podem, na verdade, ter efeito desinflacionário para os Estados Unidos”, afirmou Atakan Bakiskan, economista-chefe para os EUA do Berenberg, em entrevista ao programa “Squawk Box Europe”, da CNBC, nesta sexta-feira.
“Obviamente, preços mais altos de energia elevam mecanicamente a inflação cheia medida pelo CPI. Mas, ao mesmo tempo, reduzem o poder de compra dos consumidores e afetam negativamente a confiança”, disse Bakiskan.
“Para pagar mais caro pela gasolina, os consumidores precisam reduzir a demanda por outros bens. Nesse sentido, isso pode acabar reduzindo a inflação subjacente — e o próprio modelo macroeconômico do Federal Reserve também aponta nessa direção”, acrescentou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
Maiores Audiências
1
Flávio Bolsonaro está em voo para os Estados Unidos, confirmam fontes
2
Flávio Bolsonaro nos EUA: como funciona a extradição entre Brasil e Estados Unidos
3
PT pede ao STF prisão de Flávio Bolsonaro e acionamento da Interpol
4
Tarcísio diz a pessoas próximas que não sabia que Flávio Bolsonaro deixaria o país
5
Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo nem lista de passageiros entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro