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Decisões de juros no Brasil e EUA: especialista alerta para euforia e recomenda cautela
Publicado 25/01/2026 • 21:37 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/01/2026 • 21:37 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Na próxima semana, o mercado financeiro volta todas as atenções para a Super Quarta, quando as autoridades monetárias do Brasil e dos Estados Unidos definem os rumos das taxas de juros. Para o especialista em investimentos e sócio da TopGain, Leonardo Santana, o cenário para esta quarta-feira (28) é de manutenção, mas o foco real está na sinalização futura das autoridades.
“A expectativa é em relação às falas dos presidentes dos Bancos Centrais, tanto no Brasil quanto nos EUA. É a partir daí que o mercado pega a projeção para o próximo mês. Nas entrelinhas das falas dos banqueiros é que o mercado vai querer saber se haverá corte ou não“, explicou Santana.
Nos EUA, a tensão política se mistura à técnica econômica, com o governo de Donald Trump exercendo forte pressão sobre o Federal Reserve para a redução imediata das taxas. O especialista destacou que o mercado observa atentamente se Jerome Powell adotará uma postura mais flexível antes de sua saída.
“Lá nos EUA, o governo pressiona muito para que cortem os juros. O mercado vai querer saber se Jerome Powell adotará uma linha mais dovish, que é o desejo de realmente cortar um pouco mais. Provavelmente teremos mais cortes do que o mercado espera para 2026, pois o sucessor de Powell deve ser alguém muito alinhado com o governo“, pontuou, lembrando que a troca no comando do Fed ocorre em maio.
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No cenário doméstico, a Selic mantida em 15% continua atraindo o investidor estrangeiro, consolidando o Brasil como o detentor do segundo maior juro real do mundo. Santana observa que, embora a manutenção seja o caminho provável para agora, há uma ansiedade por uma mudança de tom por parte de Gabriel Galípolo.
“Em reuniões passadas, o mercado queria ouvir sobre cortes, mas Galípolo sempre foi enfático ao dizer que, se precisar, ele aumenta a taxa. Ele afastou qualquer otimismo. Só que agora nos aproximamos de indicadores de inflação muito bons e de um PIB que aponta para a possibilidade de um corte. O mercado fica ansioso para saber se chegou a hora“, analisou o sócio da TopGain.
Essa combinação de juros altos no Brasil e perspectiva de queda nos EUA tem gerado um fluxo massivo de capital internacional, o que explica o fortalecimento do real e os sucessivos recordes da Bolsa de Valores. Com o dólar negociado no patamar de R$ 5,29, Santana afirma que a migração de recursos é nítida e deve continuar.
“O sucessor de Powell, indicado pelo governo americano, deve estar alinhado com a queda de juros. Isso acontecendo, sai mais dinheiro dos EUA e vem para o Brasil. Por isso o dólar cai e a nossa Bolsa não para de subir; é o investidor estrangeiro entrando no país“, destacou.
Apesar do momento otimista, o especialista fez um alerta contundente sobre os riscos da ganância em períodos de valorização extrema. Ele sugere que o investidor local não abandone a prudência, mesmo diante de rendimentos atrativos em ambos os mercados.
“É preocupante entrar na renda variável agora apenas por ganância, só porque a Bolsa não para de subir. Todo cidadão deve ter investimentos e saber fazer aportes, mas é preciso tomar muito cuidado com a euforia. Para nós do mercado, quanto mais subiu, mais perto está a chance de uma correção. É possível entrar, mas faça pequenos aportes e entre devagar“, concluiu Leonardo Santana.
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