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Inflação dá trégua para famílias mais pobres em 2025, mas luz, gás e saúde ainda pesam
Publicado 23/01/2026 • 16:28 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/01/2026 • 16:28 | Atualizado há 5 meses
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Valter Campanato/Agência Brasil
A queda nos preços de alimentos essenciais, como arroz e feijão, trouxe alívio para a inflação percebida pelas famílias de baixa renda ao longo de 2025. Esse movimento, no entanto, foi parcialmente compensado por aumentos em gastos obrigatórios, como conta de luz, gás de cozinha e despesas com saúde e cuidados pessoais, apontou o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda mostra que a inflação arrefeceu de um aumento de 4,91% em 2024 para uma alta de 3,81% em 2025 para o segmento familiar de renda muito baixa.
Para o grupo de renda alta, a inflação acelerou de uma elevação de 4,43% em 2024 para aumento de 4,72% em 2025.
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e usado pelo Ipea para fazer o cálculo da inflação por faixa de renda, arrefeceu de uma elevação de 4,83% em 2024 para alta de 4 26% em 2025.
“O resultado consolidado de 2025 indica que, à exceção da faixa de renda alta, todas as demais classes apresentaram queda da inflação em relação a 2024”, apontou Maria Andreia Parente Lameiras, técnica de Planejamento e Pesquisa do Ipea, no relatório do indicador.
O indicador do Ipea separa por seis faixas de renda familiar as variações de preços medidas pelo IPCA. Os grupos vão desde uma renda familiar menor que R$ 2.202,02 por mês, no caso da faixa com renda muito baixa, até uma renda mensal familiar acima de R$ 22.020,22, no caso da renda mais alta.
Em 2025, quanto mais baixa a faixa de renda, mais branda a inflação acumulada no ano. O movimento é oposto ao registrado em 2024, quando as famílias mais vulneráveis foram mais pressionadas pelos aumentos de preços do que as mais ricas.
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Siga o Times | CNBC“Essa descompressão inflacionária ao longo de 2025 decorreu, principalmente, da melhora no comportamento dos preços dos alimentos no domicílio, cuja variação acumulada no ano recuou de 8,2% em 2024 para 1,4% em 2025”, justificou Lameiras.
A técnica lembra que houve contribuição também para o alívio, embora em menor magnitude, da desaceleração dos preços dos produtos eletroeletrônicos, de -0,8% em 2024 para -5,1% em 2025, e da gasolina, de 9,7% para 1,9%.
Já os principais vetores inflacionários no ano passado, especialmente para as faixas de renda baixa e média, foram os grupos habitação e saúde e cuidados pessoais.
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“No grupo habitação, os impactos estiveram associados, sobretudo aos reajustes do gás de botijão (2,5%) e da energia elétrica (12,3%). Já no grupo saúde e cuidados pessoais, destacaram-se os aumentos de preços dos produtos farmacêuticos (5,4%), itens de higiene (4,2%), serviços de saúde (7,7%) e planos de saúde (6 4%). Para as famílias de renda mais elevada, os grupos transportes, despesas pessoais e educação também exerceram influência relevante, refletindo os reajustes no transporte por aplicativo (56,1%), combustíveis (2,3%), serviços de recreação (6,7%) e mensalidades escolares (6,5%)”, enumerou a técnica do Ipea.
Na passagem de novembro para dezembro de 2025, a inflação acelerou de um aumento de 0,01% para uma alta de 0,14% para o segmento familiar de renda muito baixa.
Para o grupo de renda alta, a inflação saiu de uma elevação de 0 45% em novembro para aumento de 0,51% em dezembro. O IPCA do período passou de avanço de 0,18% em novembro para elevação de 0 33% em dezembro.
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