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Vendas trimestrais da Boeing saltam 57% e CEO diz que há ‘muito para estar otimista’
Publicado 27/01/2026 • 11:08 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/01/2026 • 11:08 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Boeing
A Boeing reportou receita acima das expectativas de Wall Street no quarto trimestre, à medida que sua recuperação ganhou força após anos de crises.
As entregas de aeronaves no ano passado foram as maiores desde 2018, impulsionando o faturamento. A companhia registrou US$ 23,9 bilhões em receita nos últimos três meses de 2025, alta de 57% em relação ao mesmo período de 2024 e acima das projeções dos analistas. O fluxo de caixa, de US$ 400 milhões, foi aproximadamente o dobro do esperado pelo mercado.
A CEO Kelly Ortberg afirmou aos funcionários que a empresa está avançando e que há “muito para se ter otimismo” em relação a 2026.
“Ao mesmo tempo, com o progresso vêm as expectativas, e nossos clientes e parceiros vão esperar mais de nós este ano”, disse.
Segundo estimativas compiladas pela LSEG, Wall Street projetava:
O lucro por ação divulgado pela empresa, de US$ 9,92, incluiu o impacto da venda de sua unidade de navegação aérea Jeppesen.
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A Boeing também superou as estimativas na divisão de aviões comerciais, que registrou receita de US$ 11,38 bilhões, acima dos US$ 10,72 bilhões esperados, segundo o StreetAccount – um salto de quase 140% em relação ao ano anterior. Já a unidade de defesa teve crescimento de 37% no quarto trimestre, para US$ 7,42 bilhões.
Apesar dos avanços, a fabricante ainda enfrenta desafios para entregar aeronaves atrasadas — algumas delas ainda aguardando aprovação regulatória – a clientes ao redor do mundo.
No total, a Boeing entregou 600 aviões em 2025, quase o dobro de 2024 e o maior número desde 2018. Ortberg, que saiu da aposentadoria para assumir o comando da empresa em 2024, e outros executivos afirmaram que novos aumentos na produção estão previstos para os próximos meses.

As entregas são cruciais para os fabricantes, já que os clientes pagam a maior parte do valor das aeronaves no momento do recebimento.
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Para a Boeing, trata-se de uma retomada relevante após a empresa ter consumido cerca de US$ 40 bilhões desde o primeiro trimestre de 2019 – quando o segundo de dois acidentes fatais envolvendo o 737 Max mergulhou a companhia em uma crise prolongada – até o terceiro trimestre de 2025. A pandemia de Covid-19, gargalos na cadeia de suprimentos, escassez de mão de obra e problemas industriais também pesaram sobre a maior exportadora dos Estados Unidos em valor.
No mês passado, a Boeing entregou 63 jatos comerciais, dos quais 44 eram do modelo 737 Max, informou a empresa no início deste mês.
A Airbus ainda superou a rival em entregas no ano passado, com 793 aeronaves, embora abaixo do recorde de 863 registrado em 2019. Em vendas, porém, a Boeing ficou à frente, com 1.173 encomendas líquidas em 2025, contra 889 da fabricante europeia.
As companhias aéreas já começam a planejar a próxima década, garantindo posições na fila de entregas à medida que buscam crescer e substituir aviões mais antigos e menos eficientes em consumo de combustível. A Boeing citou Alaska Airlines e Delta Air Lines entre os clientes recentes, com entregas previstas para a década de 2030.
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Ainda assim, a empresa está longe de estar fora de risco. Investidores aguardam sinais mais claros da liderança sobre o ritmo realista de entregas para este ano. A fabricante também depende da aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA) para elevar a produção do 737 Max além de 42 unidades por mês – limite imposto após a explosão quase catastrófica de um painel em pleno voo, em janeiro de 2024.
O mercado também espera um cronograma mais preciso para a certificação dos modelos 737 Max 7 e Max 10, além do 777X, que deverá se tornar o maior avião de fuselagem larga da linha da Boeing. Há expectativa, ainda, por atualizações sobre a divisão de defesa, que enfrenta atrasos – incluindo os dois 747 destinados a se tornar a próxima aeronave presidencial Air Force One.
Os executivos da Boeing realizarão uma teleconferência sobre os resultados financeiros às 10h30 (horário do leste dos EUA).
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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