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Super Quarta esquenta apostas sobre quando o Fed vai voltar a cortar juros, diz especialista
Publicado 28/01/2026 • 15:57 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 28/01/2026 • 15:57 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
A primeira Superquarta de 2026 concentra as atenções do mercado financeiro nas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Investidores acompanham com cautela a queda na confiança do consumidor americano e a prévia da inflação no Brasil, que veio ligeiramente abaixo do esperado, fatores que podem influenciar o tom dos bancos centrais.
Nos Estados Unidos, a expectativa predominante é de manutenção da taxa básica de juros pelo Federal Reserve, após uma sequência de três cortes de 25 pontos-base. Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o estrategista-chefe da Avenue, Will Castro Alves, afirmou que o cenário atual indica uma pausa natural do banco central para avaliar os dados econômicos mais recentes.
“No mercado americano, sim, a gente tem uma expectativa de manutenção da taxa básica de juros aqui nos Estados Unidos, depois de três cortes de 25. É normal que o Fed faça uma pausa, pare para analisar, acompanhar e ver os dados que já vêm saindo.”
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Segundo o estrategista, parte dos indicadores vinha represada por conta de um shutdown do governo americano, mas agora começam a ser divulgados de forma mais consistente. O comportamento da inflação, embora ainda resistente, não indica aceleração.
“O que mostrou até agora foi o seguinte: uma inflação que continua teimosa, mas ela não está acelerando, não vem aumentando. E isso é positivo, leva a crer naquela ideia de que as tarifas têm um efeito transitório na inflação e que, em 2027, ela tenderia a voltar para a meta do Banco Central americano.”
Nesse contexto, a avaliação é de que o Fed deve conviver com uma inflação um pouco mais elevada ao longo de 2026, sem reagir de forma imediata com novos apertos monetários. Além disso, o mercado de trabalho tem dado sinais de acomodação.
“A análise ou a estimativa é de que o Fed vai conviver com essa taxa de inflação um pouco mais alta ao longo de 2026, que não vai reagir a isso, porque também há um mercado de trabalho que deu sinais de arrefecimento — a gente já vinha vendo isso ao longo do ano passado — e o que parece é que o mercado de trabalho encontrou um equilíbrio em um patamar de criação de postos de trabalho menor, até por conta da imigração, mas que encontrou um equilíbrio. Isso é importante.”
A projeção, segundo Alves, é de manutenção dos juros no curto prazo, com eventuais cortes apenas mais à frente.
“Por esses fatores, imagina-se que o Fed deve manter a taxa básica agora e eventualmente vir a cortar só lá na frente. O mercado aposta em corte apenas em junho, provavelmente já com um novo comandante no Banco Central.”
Outro ponto acompanhado pelos investidores é o risco de recessão na economia americana, tema que perdeu força ao longo dos últimos meses.
“Por ora, o que a gente tem visto é que as apostas de recessão nos Estados Unidos minguaram, diminuíram bastante.”
Na avaliação do estrategista, a atividade econômica segue sustentada por investimentos robustos em tecnologia, especialmente em inteligência artificial, além dos efeitos dos cortes de impostos.
“Na verdade, olhando para 2026, o mercado tem uma expectativa bastante positiva para a economia americana, que vem sendo puxada por uma dinâmica de investimentos muito forte em TI, em geral — inteligência artificial, mas TI em geral.”
Ele acrescentou que a redução de impostos tende a impulsionar o consumo e o caixa das empresas.
“Esses tax cuts, ou seja, menos impostos que os americanos vão passar a pagar agora em 2026, também incrementam dinheiro no bolso do consumidor americano, que a gente sabe muito bem que adora consumir. E aí, se o consumidor americano continuar consumindo, essa roda continua girando.”
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Mesmo com parte dos dados ainda defasados, o crescimento econômico recente reforça a percepção de resiliência da economia.
“E o mercado vê, e o último dado do PIB até ajuda a reforçar isso. É um dado atrasado, é verdade — a gente ainda está falando da economia lá de setembro —, mas um crescimento de 4,4%.”
Para o estrategista, esse desempenho ajuda a afastar, ao menos por ora, o risco de uma recessão mais aguda.
“Então, foi um dado de PIB bom e saudável. É um dado atrasado, como eu falei, lá de setembro, mas você tem um carrego positivo para o quarto trimestre, ainda de crescimento na economia americana, e também por isso foram afastados esses receios de recessão por aqui.”
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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