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Justiça bloqueia R$ 150 milhões da Fictor após tentativa polêmica de compra do Banco Master

Publicado 30/01/2026 • 15:32 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões em ativos financeiros do Grupo Fictor, empresa que ganhou notoriedade nacional ao tentar uma "compra-relâmpago" do Banco Master.
  • A decisão foi proferida em regime de plantão pela desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, no último dia 27, após a constatação de que a companhia não manteve a garantia financeira exigida em contrato para uma operação de cartões de crédito empresariais.
  • O recurso foi apresentado após uma decisão anterior ter negado o bloqueio por falta de prova de risco imediato.

Divulgação/Fictor

Grupo Fictor

A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões em ativos financeiros do Grupo Fictor, empresa que ganhou notoriedade nacional ao tentar uma “compra-relâmpago” do Banco Master.

A decisão foi proferida em regime de plantão pela desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, no último dia 27, após a constatação de que a companhia não manteve a garantia financeira exigida em contrato para uma operação de cartões de crédito empresariais.

O recurso foi apresentado após uma decisão anterior ter negado o bloqueio por falta de prova de risco imediato. Contudo, a parte autora da ação demonstrou que a Fictor teria “esvaziado” seus recursos financeiros apenas alguns dias depois do anúncio da compra do banco de Daniel Vorcaro.

Diante da possibilidade de um dano financeiro vultoso e de difícil reparação, a magistrada autorizou o arresto cautelar para assegurar o cumprimento das obrigações contratuais.

A proposta “árabe” e as dúvidas sobre a solvência do grupo

O Grupo Fictor, conhecido também por ser o patrocinador “master” da base do Palmeiras, surpreendeu o mercado ao anunciar a intenção de adquirir o Banco Master apenas 24 horas antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central.

Na ocasião, o grupo prometeu um aporte de R$ 3 bilhões em parceria com investidores árabes não identificados. A proposta gerou ceticismo imediato na Faria Lima, que questionou a viabilidade real da transação e a origem dos recursos.

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A decisão judicial destacou que o conglomerado passou a acumular polêmicas justamente quando seu nome foi associado ao Master. Segundo o despacho, a tentativa de adquirir ações daquela entidade, mesmo após a deflagração de investigações sobre fraudes financeiras em 17 de novembro de 2025, poderia ter levado a Fictor à insolvência total. Isso reforçou a necessidade do bloqueio para garantir que o piso mínimo de R$ 150 milhões em caixa seja preservado para os credores.

Multas pesadas e saída estratégica na diretoria

Caso o bloqueio de ativos não seja suficiente ou a empresa descumpra a ordem de recompor a conta de garantia com recursos próprios, a Justiça fixou uma multa diária pesada de pelo menos R$ 5 milhões. A medida é vista como necessária para evitar que o grupo continue retirando capital de suas contas enquanto o processo é analisado em caráter definitivo. O cenário de pressão financeira já reflete em atrasos de pagamentos relatados por investidores nas últimas semanas.

Em meio a esse cerco jurídico, a Fictor Alimentos sofreu uma baixa estratégica nesta quinta-feira com a renúncia de seu diretor de estratégia, André Vasconcellos.

O executivo, que ocupava o cargo desde o “IPO reverso” da companhia em outubro de 2024, vem fazendo campanha pública por uma vaga no colegiado da CVM. A saída é interpretada como um movimento tático para desvincular sua imagem dos questionamentos sobre o modelo de negócio da Fictor e as polêmicas com o universo do Master.

O futuro da empresa e a regulação do mercado

André Vasconcellos tem se apresentado em Brasília como um candidato técnico e independente, tentando provar que sua trajetória não é patrocinada pelo Grupo Fictor. Ele chegou a sinalizar que, se for indicado à CVM, registrará em cartório o compromisso de se declarar impedido em qualquer julgamento que envolva seus antigos empregadores.

No entanto, o histórico recente de atrasos e a proximidade com Daniel Vorcaro ainda são vistos como obstáculos significativos para sua nomeação ao órgão regulador.

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