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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Investidores do Banco Master enfrentam atrasos no pagamento pelo FGC

Publicado 30/01/2026 • 11:11 | Atualizado há 5 dias

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e negócios, com experiência nos principais veículos do Brasil e MBA pela FIA em parceria com a B3. Além de comandar esta coluna, é comentarista nos programas Agora e Real Time, nos quais analisa as principais movimentações do mercado.

Depois de duas semanas desde que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) liberou os pagamentos aos investidores afetados pela liquidação do Banco Master, investidores reclamam nas redes sociais de atrasos na liberação dos valores.

Ainda que o pagamento de alguns títulos do Master (como CDBs) tenha sido garantido pelo FGC, dentro do limite de R$ 250 mil por CPF, a demora no ressarcimento faz com que os investidores fiquem com o dinheiro "preso", sem que esse valor possa ser investido em outros títulos.

A coluna Plano de Negócios conversou com alguns investidores que foram afetados pelos atrasos. Uma investidora afirmou que o processo está travado na “validação de documentos” há dias.

Segundo ela, há dificuldade para tentar resolver o problema. “Não há nenhuma forma de comunicação prática com o FGC, eu não sei mais o que fazer”, afirmou. Outro investidor também diz que está com problemas na mesma etapa, mesmo tendo preenchido os dados corretamente.

Somente nas últimas 24 horas da publicação deste texto, a página do FGC no site ReclameAqui recebeu mais de 250 reclamações de investidores. Ao todo já são mais de 1 mil reclamações. Os principais problemas referem-se à validação dos documentos e ao atraso no pagamento dos créditos.

Até ontem, o FGC havia pago mais de R$ 32,5 bilhões em títulos relacionados ao Banco Master. O montante corresponde a 75% da base de credores, ou 580 mil investidores.

De acordo com o fundo, mais de 20 mil pedidos ainda estão em processamento e aguardam ações dos credores. Um percentual, não revelado, ainda aguarda as checagens de identidade.

Conforme reportado pelo site E-Investidor, o FGC terceirizou parte do processo de validação de identidade dos credores para a empresa de tecnologia idwall, especializada nesse tipo de serviço.

Vale lembrar que o FGC estima que mais R$ 6,3 bilhões em pagamentos serão adicionados à conta, uma vez que o Will Bank também teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. O valor, somado aos pagamentos do Master, soma agora R$ 47 bilhões.

A coluna procurou a Idwall para comentar o caso. Em nota enviada após a publicação desta reportagem, a idwall afirmou que "o processo de validação e análise segue fluxos técnicos definidos pelo Fundo Garantidor de Créditos". A companhia não detalhou prazos.

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