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Raphael Coraccini

Petróleo sobe 13% em janeiro e empresas brasileiras se destacam mais que concorrentes estrangeiras

Publicado 31/01/2026 • 11:21 | Atualizado há 4 horas

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Raphael Coraccini

Analista e repórter de mercado, economia e negócios, Raphael Coraccini é jornalista, especializado em jornalismo econômico e mercado financeiro, mestre e pesquisador em Ciência Social com foco em Ciência Política. Atua na cobertura de autoridades monetárias, autoridades econômicas, resultados corporativos, M&A, mercado de capitais, impostos e tarifas, regulação e outros assuntos relacionados a economia e política.

KEY POINTS

  • O petróleo Brent encerrou janeiro com alta superior a 13%, superando o desempenho de outros ativos relevantes
  • O agravamento do cenário no Oriente Médio, região estratégica para a produção global de petróleo, elevou o prêmio de risco do mercado.
  • Petroleiras brasileiras foram favorecidas e bateram com folga em concorrentes internacionais, com valorização que supera os 20% em janeiro,

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Plataforma de petróleo

O petróleo Brent encerrou janeiro com alta superior a 13%, superando o desempenho de outros ativos relevantes, como o ouro e o Ibovespa, que avançaram 11,97% e 12,56%, respectivamente. A valorização da commodity foi impulsionada, sobretudo, pela intensificação das tensões geopolíticas ao longo do mês, com destaque para os temores de um possível ataque dos Estados Unidos ao Irã.

O agravamento do cenário no Oriente Médio, região estratégica para a produção global de petróleo, elevou o prêmio de risco do mercado. Além de eventuais impactos na oferta, o foco dos investidores também recaiu sobre possíveis problemas logísticos. Um eventual fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, poderia afetar de forma significativa a distribuição global da commodity.

Diante desse cenário, o Brent fechou o mês cotado em torno de US$ 69 por barril, consolidando a forte alta no período.

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Petroleiras brasileiras lideram ganhos

A valorização do petróleo teve reflexo direto nas ações das companhias do setor, com destaque para as empresas brasileiras, que superaram com folga suas concorrentes internacionais. A Petrobras avançou 23% nas ações preferenciais (PETR4) e 25% nas ordinárias (PETR3) em janeiro.

O desempenho contrasta com o de grandes petrolíferas globais, como a BP, que subiu 9%, a ExxonMobil, que encerrou o mês praticamente estável, e a Shell, com alta de 1,6%.

Segundo analistas, a Petrobras tem sido uma das principais beneficiadas pelo fluxo robusto de capital estrangeiro para a bolsa brasileira, tornando-se uma das ações mais procuradas por investidores que ingressam na B3. Além disso, as perspectivas de longo prazo para a produção na Margem Equatorial também têm reforçado o otimismo em relação à companhia.

Outras petroleiras nacionais também apresentaram desempenho superior à média do setor. A PRIO (PRIO3) acumulou alta de 22% no mês, enquanto a Brava Energia (BRAV3) avançou 13%. Já a PetroReconcavo (RECV3) teve desempenho próximo da estabilidade.

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