CNBC
Nintendo Switch.

CNBCNintendo Switch torna-se o console mais vendido da história da gigante dos games

Investimentos

Ouro e prata se recuperam após queda histórica; bancos descartam reversão

Publicado 03/02/2026 • 06:46 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Os preços do ouro e da prata recuperaram terreno na terça-feira, após sofrerem uma queda histórica.
  • O Deutsche Bank afirmou que, até o momento, as intenções dos investidores em metais preciosos provavelmente não pioraram.
Barras de ouro e prata

Getty Images

O ouro e a prata se recuperaram nesta terça-feira (3) após a liquidação histórica dos últimos dias, com analistas avaliando que as correções recentes refletem mais um ajuste de posições do que o início de uma tendência prolongada de queda.

O ouro voltou a ganhar terreno depois de recuar na segunda-feira e de ter registrado, na sexta, uma queda próxima de 10% – uma das maiores perdas diárias em décadas. A prata também apresentou recuperação moderada após o colapso de cerca de 30% que marcou seu pior desempenho em um único dia desde 1980.

O ouro à vista subia cerca de 6%, para US$ 4.938,60 por onça. Os contratos futuros negociados em Nova York avançavam mais de 6%, girando em torno de US$ 4.951 por onça por volta das 3h26 (horário de Nova York).

A prata à vista avançava quase 10%, para US$ 86,96 por onça, enquanto os futuros em Nova York subiam 13%, para US$ 87,23.

A reação positiva ocorreu em meio a uma reavaliação dos investidores sobre se a forte queda representou uma mudança estrutural no mercado ou uma resposta exagerada a fatores de curto prazo.

Estrategistas do Deutsche Bank afirmaram que a experiência histórica aponta para catalisadores temporários, embora a intensidade do movimento tenha reacendido dúvidas sobre o posicionamento dos investidores. Segundo o banco, sinais de atividade especulativa elevada vinham se acumulando havia meses, mas, isoladamente, não explicam a magnitude do ajuste da semana passada.

“O movimento nos preços dos metais preciosos superestimou a relevância de seus supostos gatilhos. Além disso, é improvável que as intenções dos investidores – oficiais, institucionais ou individuais – tenham se deteriorado”, escreveram os analistas.

A queda recente foi provocada por uma combinação de fatores, incluindo a valorização do dólar, mudanças nas expectativas sobre a liderança do Federal Reserve após a indicação de Kevin Warsh pelo presidente Donald Trump para presidir a instituição e a redução de posições antes do fim de semana.

Leia também: Índice de desempenho das pequenas indústrias recua em relação a 2024, diz pesquisa

Bancos veem queda do ouro como ajuste técnico, não ruptura estrutural

O Deutsche Bank reiterou que o caso estrutural de investimento em ouro e prata permanece intacto.

“Os motores temáticos do ouro seguem positivos e acreditamos que a justificativa dos investidores para manter alocações em ouro – e em metais preciosos em geral – não mudou. As condições não parecem propícias para uma reversão sustentada dos preços, e vemos diferenças importantes em relação aos contextos de fraqueza do metal nos anos 1980 e em 2013”, afirmou o banco.

O Barclays adotou tom semelhante, reconhecendo indicadores técnicos superaquecidos e posições esticadas, mas avaliando que a demanda estrutural pelo ouro pode se manter resiliente diante das incertezas geopolíticas e de política econômica, além da estratégia de diversificação de reservas.

Dólar, Fed e política explicam volatilidade do ouro e da prata

A oscilação da prata foi ainda mais acentuada, reflexo de um mercado menor, maior volatilidade e participação mais intensa de investidores de varejo. Ainda assim, parte dos analistas mantém uma visão positiva para o metal.

“A especulação claramente teve um papel no curto prazo. A prata atraiu mais investidores individuais do que o ouro, o que a torna ainda mais sensível a mudanças rápidas de humor e negociações de curtíssimo prazo”, disse Zavier Wong, analista de mercado da eToro.

Wong, porém, ressaltou que seria “simplista demais” atribuir todo o movimento à especulação. Segundo ele, a prata conta com uma base sólida de demanda industrial, especialmente ligada a data centers e infraestrutura de inteligência artificial.

Um estudo publicado em janeiro projeta que a demanda global por prata aumentará fortemente nesta década, impulsionada sobretudo pela indústria solar e pela adoção de tecnologias de células fotovoltaicas que utilizam maiores quantidades do metal. O consumo total deve alcançar entre 48 mil e 54 mil toneladas por ano até 2030, enquanto a oferta deve crescer apenas para cerca de 34 mil toneladas – o que significa que apenas 62% a 70% da demanda seria atendida.

Somente o setor solar deve consumir entre 10 mil e 14 mil toneladas anuais, o equivalente a até 41% da oferta global.

“Essa demanda não desapareceu. O que estamos vendo agora é a prata ter se adiantado demais, algo que sempre acontece em fases de forte alta”, concluiu Wong.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Investimentos

;