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Ibovespa fecha em baixa de 2,25%, aos 176.219 pontos; Braskem e Cyrela lideram perdas
Publicado 20/03/2026 • 17:07 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 20/03/2026 • 17:07 | Atualizado há 4 semanas
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O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira (20) em baixa de 2,25%, aos 176.219,40 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.039,34 pontos e a máxima de 180.305,22 pontos. O volume financeiro somou R$ 49,1 bilhões, em dado preliminar, em um dia marcado pelo exercício de opções sobre ações.
Com o desempenho, o principal índice da bolsa brasileira encerrou a semana com queda acumulada de 0,81%.
O pregão foi de forte volatilidade, com o índice chegando a operar acima dos 180 mil pontos antes de intensificar as perdas ao longo da sessão. O movimento refletiu pressão concentrada em ações de peso ligadas a setores como petroquímica, construção, consumo e saúde, em um dia de baixa disseminada entre os papéis do índice.
Segundo Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, o movimento de liquidação foi global, impulsionado pelo receio de um confronto mais amplo envolvendo potências internacionais. “Os investidores optaram por reduzir o risco ao máximo diante da incerteza sobre esse conflito no Irã e os preços do petróleo. O mercado está muito preocupado porque a possibilidade de tropas em solo pode elevar demais o nível de incerteza”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Nesse cenário, a pressão se concentrou em ações de peso ligadas a setores como petroquímica, construção, consumo e saúde, em um dia de baixa disseminada entre os papéis do índice.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
|---|---|---|---|
| Prio | PRIO3 | 3,14% | R$ 67,89 |
| Vivara | VIVA3 | 2,20% | R$ 25,59 |
| Yduqs | YDUQ3 | 1,38% | R$ 10,27 |
| Cemig | CMIG4 | 0,41% | R$ 12,24 |
| Rede D’Or | RDOR3 | 0,16% | R$ 37,23 |
As altas do pregão ficaram concentradas em poucos nomes. Prio liderou os ganhos do índice, seguida por Vivara e Yduqs, em uma sessão em que a maior parte dos papéis do Ibovespa terminou no vermelho. Cemig e Rede D’Or também apareceram entre os raros destaques positivos do dia. Os dados são do TradeMap.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
|---|---|---|---|
| Braskem | BRKM5 | -14,21% | R$ 10,20 |
| Cyrela | CYRE4 | -8,93% | R$ 23,25 |
| Cyrela | CYRE3 | -7,60% | R$ 25,05 |
| Vamos | VAMO3 | -5,62% | R$ 3,19 |
| Natura | NATU3 | -5,54% | R$ 9,21 |
Do lado negativo, Braskem liderou as perdas com queda de mais de 14%, seguida pelos papéis da Cyrela, que também ficaram entre os destaques de baixa do índice. O movimento de aversão se espalhou ainda por nomes como Vamos, Natura, PetroRecôncavo e Hapvida.
De acordo com Horta, a forte queda da Braskem também reflete o impacto do cenário de juros elevados sobre empresas mais alavancadas. “É um movimento de stops e liquidação. A empresa tem uma dívida muito alta e, como a expectativa agora é de um ciclo de corte de juros mais brando ou comprometido, tanto aqui quanto nos Estados Unidos, essas companhias endividadas sofrem ainda mais”, explicou.
Entre as blue chips, a Petrobras recuou 2,80%. Para o analista, a estatal tende a sofrer mais em momentos de estresse, tanto pelo peso no índice quanto pelo risco político. “O investidor teme que o governo interfira na companhia por conta da sensibilidade do preço dos combustíveis. Com isso, ele acaba saindo de uma petroleira estatal e indo em direção a uma privada”, afirmou.
No câmbio, o dólar subiu 1,71% e encerrou o dia cotado a R$ 5,31, refletindo a busca por ativos de proteção. “O dólar pode subir mais, pois estamos vivendo no escuro. O que resta é comprar ativos de proteção e sair de ações de países emergentes à espera de algum milagre, já que ninguém tem uma resposta clara para a questão do Estreito de Ormuz”, disse.
Por fim, Horta avaliou que o cenário doméstico também segue no radar, com a sucessão no Ministério da Fazenda após a chegada de Dário Durigan. Segundo ele, a expectativa é de continuidade na condução da política econômica. “Ele deve seguir uma pauta parecida com a de Haddad, tentando conciliar o desenvolvimentismo com a questão fiscal através do aumento da arrecadação. Não tende a ser um perfil extremamente fiscalista, mas buscará equilibrar as contas e manter o diálogo com a Faria Lima”, concluiu.
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