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AgroGalaxy, em recuperação judicial, troca CEO e Conselho; Luiz Gabriel assume comando
Publicado 05/02/2026 • 09:05 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 05/02/2026 • 09:05 | Atualizado há 3 horas
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Divulgação
A AgroGalaxy trocou, nesta quarta-feira (4), o CEO Eron Martins, o CFO Luiz Conrado Sundfeld e o presidente do Conselho Sebastian Marcos Popik, cinco meses após reeleger a diretoria por unanimidade.
Luiz Gabriel Piovezani Silva, vice-presidente de Suprimentos desde outubro, assumiu como diretor-presidente e acumulará interinamente as funções de CFO e diretor de relações com investidores.
A nova estrutura começa a valer nesta quinta (5) e foi comunicada em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Leia também: AgroGalaxy suspende operações da Sementes Campeã em meio à reestruturação
A diretoria estatutária passa de quatro para dois executivos. Além de Luiz Gabriel, permanece apenas Marcos de Carvalho Ramos como diretor administrativo. Também deixou o cargo a diretora jurídica Marina Godoy da Cunha Alves. O Conselho de Administração encolheu de cinco para três membros.
Ruy Flaks Schneider assumiu a presidência do Conselho. Engenheiro pela PUC-Rio com mestrado pela Stanford, Ruy conduziu a desestatização da Eletrobras como presidente do Conselho e foi conselheiro da Petrobras. Atualmente integra os conselhos da Kepler Weber e da Norte Energia. Permanecem os conselheiros independentes Luiz Carlos Passetti e Luiz Arthur Cury e Silva.
Segundo o fato relevante, as mudanças visam “adequá-la ao momento do negócio, ganhar agilidade e eficiência frente aos atuais desafios do setor”. Em nota, a empresa afirmou que promove “ajustes com foco na eficiência operacional, disciplina financeira e adequação de custos ao atual cenário de restrição de crédito no agronegócio”.
Leia também: AgroGalaxy emite milhões em debêntures para pagar fornecedores
A troca ocorre menos de dois meses após a companhia suspender as operações da Sementes Campeã, subsidiária em recuperação judicial. A decisão, aprovada em 13 de janeiro, fez parte de ajustes estruturais diante das “perspectivas desafiadoras do mercado para 2026”. Na mesma reunião, três conselheiros renunciaram: Mônica da Cruz Lamas, Tomas Agustin Romero e o próprio Eron, que também ocupava cadeira no colegiado.
Em 17 de dezembro de 2025, o Conselho havia reelegido por unanimidade Eron como CEO e Luiz Conrado como CFO por mais um ano, com mandato iniciado em 23 de dezembro. A continuidade foi justificada pela necessidade de dar previsibilidade à execução do plano de recuperação judicial.
Na mesma data, a empresa aprovou emissão de R$ 213,3 milhões em debêntures para pagamento de fornecedores, com vencimento em 2035 e carência até dezembro de 2027.
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O plano de recuperação judicial, homologado em 30 de maio de 2025, prevê o reperfilamento de R$ 4,6 bilhões em dívidas com carência de dois a três anos e amortização por até 16 anos. A empresa reduziu sua rede de 170 lojas para 63 unidades operacionais, além de operar 14 silos e a unidade de sementes.
No terceiro trimestre de 2025, a receita líquida somou R$ 417,9 milhões, queda de 65,7% ante igual período de 2024. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 611,8 milhões, redução de 61,2%. As despesas operacionais caíram 69%, para R$ 56 milhões.
O Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 134,4 milhões, melhora de 89 1%. A empresa ampliou o barter para 62% das vendas e reduziu inadimplência.
Luiz Gabriel é agrônomo pela Universidade Estadual de Maringá, com MBA pela USP/Esalq, e atua há mais de 15 anos no agronegócio. Está na AgroGalaxy há cinco anos. Marcos é bacharel em Direito, com experiência como CFO e COO, e formação em turnaround management.
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