O mercado de criptoativos enfrenta um “inverno rigoroso” nesta quinta-feira (5). Após atingir o topo histórico próximo a US$ 126 mil em outubro de 2025, o bitcoin protagonizou uma queda livre, rompendo o suporte psicológico e operando abaixo dos US$ 65 mil.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Israel Buzaym, gerente nacional da Bybit no Brasil, afirmou que o movimento não é um evento isolado, mas uma combinação de pânico especulativo e ciclos de mercado. Durante a entrevista, ele explicou que o cenário atual reflete uma fuga de risco global: “As criptos sofrem com mais intensidade, são ativos extremamente especulativos, de altíssimo risco. As pessoas tiram o dinheiro de bitcoin e ele se posiciona em stablecoins, em dólar, e isso impõe ainda mais pressão vendedora”.
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Buzaym destacou que a liquidação em massa de traders de derivativos nas últimas semanas, que chegou a somar US$ 1 bilhão (R$ 5,25 bilhões) em posições varridas em apenas 24 horas, criou um efeito dominó. Ele observa que o mercado está entrando em uma fase clássica de bear market.
“Acreditamos que a cada quatro anos vai haver esse movimento de bear market, que é o que está acontecendo agora, uma queda acentuada e agora talvez uma lateralização por alguns meses. Sempre tem esse pânico exagerado e é o momento que as pessoas bem posicionadas vão acabar acumulando mais”, afirmou.
Fundamentos X volatilidade
Apesar do cenário pessimista no curto prazo, o especialista da Bybit mantém a confiança nos fundamentos da maior criptomoeda do mundo. Para ele, a desvalorização nominal não altera a proposta de valor do projeto.
“Especialmente por bitcoin, que para mim é o ativo mais importante da nossa geração, acho que ele continua sendo o mesmo ativo, custando US$ 120 mil ou US$ 60 mil. Devemos ver outros investidores aproveitando esse momento de mercado”, afirmou Buzaym, reforçando que para o investidor de longo prazo, comprar o ativo pela metade do preço de quatro meses atrás tem um “apelo gigantesco”.
O papel das baleias e da MicroStrategy
A estabilização do mercado agora depende da entrada de nova liquidez e da resiliência de grandes detentores institucionais. Um ponto de atenção mencionado foi a estratégia de empresas como a MicroStrategy, que acumula bilhões em bitcoin em seu balanço e cujo preço médio de compra está próximo aos níveis atuais de mercado.
“A gente sabe que tem empresas com muitas fichas na mesa, como a própria Strategy, que tem uma quantidade de bitcoin muito grande. Eles podem entrar no mercado para acumular mais capital ainda e isso fazer os preços dispararem para cima”, ponderou Israel.
Buzaym concluiu que, embora os traders de derivativos ainda apostem em novas quedas, o mercado pode estar se aproximando de um nível de exaustão da venda. “Eu acredito essa queda está chegando a um nível de estabilização. Para a pessoa que entendeu os fundamentos do bitcoin de longo prazo, há um apelo gigantesco de comprar um ativo que estava custando US$ 120 mil quatro meses atrás pela metade do preço agora”, finalizou nesta quinta-feira.
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