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Boeing projeta boom bilionário da aviação na Índia e no Sul da Ásia até 2044
Publicado 06/02/2026 • 07:40 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 06/02/2026 • 07:40 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Site Boeing
A Boeing projeta que a Índia e o Sul da Ásia precisarão de cerca de 141 mil novos profissionais da aviação e de mais de US$ 195 bilhões em serviços aeronáuticos até 2044.
As estimativas constam de dois relatórios de previsão de mercado divulgados recentemente pela fabricante norte americana e refletem a rápida expansão da frota comercial e o crescimento sustentado do tráfego aéreo na região.
Segundo os estudos, o mercado regional exigirá a formação de aproximadamente 45 mil pilotos, 45 mil técnicos de manutenção e 51 mil tripulantes de cabine ao longo dos próximos vinte anos.
O volume revela uma pressão estrutural sobre centros de treinamento, escolas de aviação, companhias aéreas e empresas de manutenção, criando oportunidades para quem atua com capacitação técnica e simuladores de voo.
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Além da contratação de pessoal, a Boeing estima investimentos bilionários em áreas como manutenção, reparo e revisão, conhecidas no setor como MRO, além de modificações, serviços digitais e treinamento.
O avanço abre espaço para empresas de engenharia, operadores de simuladores e plataformas tecnológicas aplicadas à aviação comercial, um segmento cada vez mais estratégico para sustentar frotas maiores e mais complexas.
A demanda por profissionais e serviços é sustentada por uma projeção de 3.290 novas aeronaves comerciais entregues entre 2025 e 2044. Com isso, a frota regional deve ficar quase quatro vezes maior ao final do período.
O crescimento será liderado por aviões de corredor único, mas também inclui expansão em widebodies e cargueiros, o que aumenta a complexidade operacional e os requisitos técnicos.
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Os relatórios apontam que o cenário é impulsionado por uma expectativa de crescimento médio anual de 7% no número de passageiros, apoiada por investimentos em aeroportos, avanço do comércio eletrônico e aumento das exportações industriais.
Esse pano de fundo transforma a Índia em um dos mercados mais disputados do mundo para fabricantes e prestadores de serviços de aviação.
O tema ganha ainda mais relevância após declarações do ministro do Comércio e Indústria da Índia, Piyush Goyal, segundo o qual o país estaria pronto para encomendar até US$ 80 bilhões em aviões da Boeing.
De acordo com o ministro, a cifra pode ultrapassar US$ 100 bilhões se forem incluídos motores e peças de reposição importados dos Estados Unidos.
As negociações fazem parte de um novo marco comercial entre Índia e os Estados Unidos, anunciado pelo presidente Donald Trump. Segundo ele, Washington reduziria tarifas sobre produtos indianos para 18%, enquanto Nova Délhi diminuiria impostos sobre bens norte americanos.
O governo indiano, porém, evitou confirmar todos os pontos citados por Trump e enfrenta pressão da oposição. O líder oposicionista Rahul Gandhi acusou o primeiro ministro de ter cedido nas negociações tarifárias.
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A Boeing também enfrenta processos judiciais na Índia ligados à queda de um avião da Air India em Ahmedabad, ocorrida em junho do ano passado. Familiares das vítimas acionaram a empresa alegando falhas técnicas em componentes da aeronave.
Apesar disso, analistas avaliam que a demanda estrutural por aviões na região segue forte, impulsionada pela expansão da classe média, maior conectividade doméstica e integração comercial.
Para investidores e executivos do setor, a mensagem da Boeing é clara: a Índia e o Sul da Ásia caminham para se tornar um dos maiores polos globais da aviação comercial, tanto em compras de aeronaves quanto em serviços de suporte e formação de profissionais.
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