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Spotify aposta em livros físicos e novas funções para disputar mercado bilionário
Publicado 06/02/2026 • 07:31 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 06/02/2026 • 07:31 | Atualizado há 1 mês
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Reprodução
Enquanto usuários digerem mais um reajuste no preço da assinatura, a Spotify tenta mudar a conversa ao redor da plataforma. A companhia anunciou uma série de novidades para o negócio de audiobooks, incluindo a entrada na venda de livros físicos dentro do aplicativo, movimento que a transforma em concorrente direta de grandes varejistas.
A funcionalidade será lançada na primavera do hemisfério norte para consumidores dos Estados Unidos e do Reino Unido, por meio de parceria com a Bookshop.org, marketplace voltado a livrarias independentes. O Spotify receberá uma taxa de afiliado por cada venda realizada.
Ao permitir a compra de livros impressos, a empresa passa a disputar espaço com nomes como Amazon. A estratégia reconhece algo básico para o setor editorial: apesar do avanço do digital, muitos leitores seguem fiéis ao papel. Ao oferecer áudio e impresso no mesmo ecossistema, o Spotify quer se posicionar como um hub completo para quem consome livros.
Dentro do app, a novidade aparecerá nas páginas dos audiobooks com o botão “Add to your bookshelf at home”, que redireciona para o site da Bookshop, responsável por preços, estoque e entrega.
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Outro anúncio relevante é o lançamento do recurso Page Match, que permite ao usuário escanear uma página de um livro físico ou digital com a câmera do celular e ir direto para aquele trecho no audiolivro.
A tecnologia combina soluções próprias e ferramentas de visão computacional de terceiros. O recurso já está disponível para assinantes premium e será liberado para todos os usuários de audiobooks até o fim de fevereiro.
Também chega ao Android a função “Audiobook Recaps”, que resume em poucos minutos o trecho mais recente ouvido, ajudando quem ficou dias sem abrir o app.
Hoje, a plataforma já conta com mais de 500 mil títulos em inglês.
Dois anos após a entrada nesse mercado, o Spotify afirma que o número de ouvintes de audiobooks cresceu 36% no último ano, enquanto as horas escutadas avançaram 37%. Mais da metade dos 281 milhões de assinantes premium já testou algum livro em áudio.
O movimento ocorre em um ambiente de competição intensa com serviços de gigantes de tecnologia como Apple e novamente a Amazon, dona da Audible.
A empresa também anunciou aumento de US$ 1 no preço da assinatura mensal nos Estados Unidos, Estônia e Letônia, levando o plano para US$ 12,99. Após a divulgação, as ações caíram 4,5%, apesar de o papel acumular alta próxima de 30% no ano anterior.
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O pano de fundo dessa ofensiva é um setor em rápida expansão. O mercado global de audiobooks foi estimado em US$ 8,7 bilhões em 2024 e pode alcançar US$ 35,4 bilhões até 2030, com crescimento anual acima de 26%.
A América do Norte lidera em faturamento, mas a Ásia-Pacífico aparece como a região que mais cresce. Smartphones dominam como principal meio de acesso, enquanto assistentes de voz, como Alexa e Siri, ganham espaço com a popularização dos dispositivos domésticos inteligentes.
Entre os gêneros, a ficção ainda concentra a maior fatia, mas a não ficção deve avançar mais rápido nos próximos anos, impulsionada por conteúdos de negócios, educação e desenvolvimento pessoal.
Embora a Spotify ainda não tenha previsão de adotar a estratégia no Brasil, vale olhar para o desempenho do mercado editorial brasileiro, especialmente o segmento de livros impressos, que ainda domina as vendas no país.
Segundo a Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, coordenada pela Câmara Brasileira do Livro e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros com dados da Nielsen BookData:
Esses números mostram que, apesar de plataformas digitais ganharem tração, os livros impressos ainda geram bilhões de reais de receita no Brasil, mantêm um público fiel e representam um ativo estratégico para quem quer se conectar com leitores de forma mais ampla.
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Ao integrar livros físicos, ferramentas de transição entre formatos e expansão internacional, o Spotify sinaliza que quer ir além da música e dos podcasts.
O objetivo é claro: capturar uma fatia maior de um mercado editorial em transformação, no qual o áudio cresce em ritmo acelerado, enquanto o varejo tradicional enfrenta margens pressionadas.
Para investidores e para o setor de tecnologia, a mensagem é direta: a plataforma sueca está apostando que o futuro da leitura passa por múltiplos formatos e que controlar essa jornada pode ser tão valioso quanto dominar playlists.
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