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Fundador da Anduril, Palmer Luckey diz que EUA desperdiçam bilhões na defesa
Publicado 06/02/2026 • 09:59 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 06/02/2026 • 09:59 | Atualizado há 3 horas
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Divulgação e Wikipedia commons
Os gastos com defesa dominaram o debate no Singapore Airshow nesta semana, mas essa não é a melhor forma de medir a força militar de um país, afirmou Palmer Luckey, fundador da empresa de tecnologia de defesa Anduril Industries, em entrevista ao programa “Squawk Box Asia” da CNBC na quarta-feira.
A declaração vem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter sinalizado em janeiro a intenção de elevar o orçamento militar americano para US$ 1,5 trilhão até 2027 — movimento que, segundo ele, permitiria criar as “Forças Armadas dos Sonhos”.
“Muita gente avalia o poder de defesa apenas pelo tamanho do orçamento”, disse Luckey.
Para ele, o critério mais adequado deveria ser a produção militar (output) — ou seja, o que de fato é entregue em termos de equipamentos, tecnologia e capacidade operacional a partir desses gastos.
Essa lógica ajuda a explicar, segundo Luckey, por que o sistema de defesa dos EUA não estimula as empresas a produzirem equipamentos mais baratos e eficientes.
A Anduril Industries, fundada por Luckey em 2017, lidera a lista CNBC Disruptor 50 de 2025. A companhia desenvolve sistemas autônomos de defesa baseados em inteligência artificial e está avaliada em US$ 30,5 bilhões.
“Infelizmente, nosso complexo industrial de defesa é bastante ineficiente”, afirmou Luckey. “Não estamos obtendo nem perto do retorno que poderíamos para cada dólar investido, especialmente quando comparados a outras potências.”
Ele citou a China como exemplo: “Os chineses conseguem produzir muito mais aeronaves, mísseis e veículos militares terrestres por dólar gasto. Isso cria uma situação em que a China pode gastar menos que os EUA, mas entregar duas, três ou até quatro vezes mais em capacidade militar.”
Em 2025, o orçamento militar chinês foi de 1,78 trilhão de yuans — cerca de US$ 249 bilhões.
No setor naval, a disparidade é ainda maior: a capacidade de construção de navios da China é aproximadamente 232 vezes maior que a dos Estados Unidos, e o país respondeu por 66,8% dos pedidos globais de navios até dezembro de 2025, segundo a mídia estatal chinesa.
“Precisamos reorganizar o sistema para conseguir tudo o que hoje custa US$ 1,5 trilhão por menos de US$ 1 trilhão”, disse Luckey. “Idealmente, eu gostaria de ver um orçamento abaixo de US$ 500 bilhões — desde que ele entregasse o que realmente precisamos.”
Ele argumenta que o modelo atual de contratação e produção militar nos EUA favorece empresas lentas, com projetos que estouram custos, atrasam cronogramas e, muitas vezes, entregam equipamentos problemáticos.
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No início de janeiro, Trump criticou publicamente grandes empresas de defesa americanas por priorizarem lucros, dividendos e bônus de executivos em vez de cumprir prazos e controlar custos. Em postagem no Truth Social em 9 de janeiro, ele ameaçou proibir dividendos e recompra de ações por essas empresas até que “os problemas fossem corrigidos” — embora não tenha citado nomes específicos.
Luckey considerou a crítica “perfeitamente justa”. “As empresas de defesa vivem praticamente do dinheiro do contribuinte. Elas não competem livremente no mercado como outras indústrias”, disse.
Ele acrescentou: “Trump não disse simplesmente ‘vocês ganham demais’. O ponto dele foi: se vocês estouram o orçamento em bilhões e atrasam entregas por anos, não faz sentido pagar dezenas de milhões em bônus e distribuir grandes somas aos investidores como se tudo estivesse funcionando perfeitamente.”
Luckey também rejeitou o argumento de que os problemas seriam consequência exclusiva das rupturas na cadeia de suprimentos causadas pela pandemia de Covid-19. “Isso não é um problema recente. Não é algo de um ano ou dois — é um padrão que se repete há décadas”, afirmou.
Por fim, ele rebateu críticas de que a própria Anduril poderia enfrentar o mesmo tipo de questionamento no futuro, já que a empresa “quase certamente” pretende abrir capital na bolsa. “Nós estamos entregando dentro do prazo. E estamos cumprindo o orçamento”, concluiu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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