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Toyota registra receita recorde, mas tarifas nos EUA e custos operacionais pressionam lucro

Publicado 06/02/2026 • 14:06 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • No terceiro trimestre fiscal, a Toyota registrou receita de 13,4 trilhões de ienes, embora o lucro operacional tenha sofrido uma leve queda pressionado por tarifas.
  • Nos nove meses do ano fiscal de 2026, a receita atingiu o recorde de 38 trilhões de ienes, mas o lucro líquido caiu 26% devido a barreiras comerciais.
  • A montadora elevou sua projeção de lucro líquido anual para 3,57 trilhões de ienes e destacou a resiliência produtiva com a rápida recuperação da planta de Porto Feliz.
Toyota

A Toyota Motor Corporation divulgou nesta sexta-feira (6) seu balanço financeiro relativo aos primeiros nove meses do ano fiscal de 2026. O relatório apresenta um cenário de contrastes: enquanto a receita de vendas atingiu patamares recordes, o lucro líquido sofreu uma contração significativa, impactada fortemente por barreiras comerciais na América do Norte.

No acumulado de nove meses (abril a dezembro de 2025), a receita de vendas da Toyota saltou para 38,08 trilhões de ienes (cerca de US$ 255 bilhões – R$ 1,4 trilhões), uma alta de 6,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, o lucro líquido atribuível à empresa caiu 26%, fechando em 3,03 trilhões de ienes (US$ 20,3 bilhões – R$ 108,4 bilhões).

O principal “vilão” do balanço foi o impacto das tarifas de importação nos Estados Unidos. De acordo com os documentos da empresa, o impacto negativo das tarifas americanas somou 1,2 trilhão de ienes (US$ 8 bilhões – R$ 42,7 bilhões) apenas neste período. Outros fatores, como o aumento das despesas operacionais e investimentos em recursos humanos, também pesaram contra o lucro operacional, que recuou 13,1%, fixando-se em 3,19 trilhões de ienes (US$ 21,41 bilhões – R$ 114,3 bilhões).

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O trunfo dos híbridos e a eletrificação

A Toyota continua a colher os frutos de sua estratégia de “múltiplos caminhos”. As vendas de veículos eletrificados cresceram 7% no período, representando agora 46,9% do volume total de vendas da marca.

Embora o crescimento dos veículos 100% elétricos (BEV) tenha sido expressivo em termos percentuais (quase 50%), o volume real continua sendo dominado pelos híbridos convencionais (HEV), que somaram 3,45 milhões de unidades vendidas. A competitividade dos produtos e as revisões de preços foram fundamentais para mitigar a queda nos lucros operacionais em mercados-chave como Europa e Japão.

Recuperação no Brasil: o exemplo de Porto Feliz

Um dos destaques operacionais da apresentação foi a recuperação da produção no Brasil. A Toyota detalhou o processo de reabertura da planta de Porto Feliz (SP) após um desastre climático que causou o desabamento da fábrica de motores e a paralisação das linhas de montagem.

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A empresa destacou sua “gestão centrada na região” para resolver a crise: em apenas dois meses, a unidade de montagem foi reaberta com motores fornecidos por plantas do Japão e da Indonésia. Em quatro meses, a produção local de motores foi totalmente realocada e retomada, demonstrando a resiliência da cadeia de suprimentos global da montadora.

Projeções otimistas para o fechamento do ano

Apesar dos ventos contrários, a Toyota revisou para cima suas estimativas para o encerramento do ano fiscal (março de 2026). A previsão de receita de vendas foi elevada de 49 trilhões (US$ 326,7 bilhões – R$ 1,7 trilhão) para 50 trilhões de ienes (US$ 333,3 bilhões – R$ 1,7 trilhão).

A expectativa para o lucro líquido anual também subiu, passando de 2,93 trilhões (US$ 19,5 bilhões – R$ 104,1 bilhões) para 3,57 trilhões de ienes (US$ 23,8 bilhões – R$ 127 bilhões). Segundo a diretoria, esse otimismo baseia-se na continuidade dos esforços de redução de custos, no marketing agressivo e na manutenção da eficiência produtiva, mesmo diante da previsão de que as tarifas americanas causem um impacto total de 1,45 trilhão de ienes (US$ 9,67 bilhões – R$ 51,6 bilhões) até o fim do ciclo fiscal.

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