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Credores se organizam contra Fictor e preparam cobrança de R$ 4 bilhões

Publicado 07/02/2026 • 09:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Investidores criam associação para coordenar reação à crise da Fictor.
  • Grupo soma mais de 13 mil credores e discute recuperação judicial.
  • TJ-SP já bloqueou R$ 150 milhões antes do pedido formal de RJ.
Logo da fictor em uma parede ripada

Reprodução

Fictor

Um grupo de investidores individuais e empresas com recursos aplicados no Grupo Fictor vai lançar na segunda-feira (9), a Associação de Credores da Fictor Invest (ACFictor), com o objetivo de organizar uma resposta conjunta para cobrar cerca de R$ 4 bilhões da companhia financeira e acompanhar de perto o processo de recuperação judicial solicitado pelo grupo.

Segundo nota divulgada pela nova entidade, o caso teria impacto social superior ao provocado pela liquidação do Banco Master, já que mais de 13 mil investidores não contam com proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Mais de 13 mil afetados

De acordo com a associação, o pedido de recuperação judicial envolve 13.041 credores, número que coloca o caso entre os mais complexos recentes do mercado financeiro brasileiro.

Do total:

• 11.549 são pessoas físicas
• Créditos somam aproximadamente R$ 2,54 bilhões

A entidade afirma que o encerramento de estruturas de investimento usadas pelo grupo transformou milhares de investidores em credores, reduzindo o poder de negociação individual.

Leia também: PF abre inquérito para investigar Grupo Fictor por crimes financeiros

Crise começou após oferta pelo Banco Master

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado que coordena o processo de recuperação judicial da Fictor, Carlos Deneszczuk, do escritório DASA Advogados, afirmou que a crise de liquidez teve início depois que a empresa anunciou uma proposta de compra do Banco Master em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos.

No dia seguinte ao anúncio, em 18 de novembro, o Banco Central do Brasil decretou a liquidação do banco, o que teria ampliado a desconfiança dos clientes da Fictor. Desde então, segundo a defesa, houve pedidos de resgate equivalentes a 70% dos recursos sob gestão.

SCPs e conversão forçada em credores

A Fictor captava recursos por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCPs), estruturas que compravam ativos como participações em empresas.

O presidente da nova associação, o advogado Otávio Barbuio, afirma que o encerramento unilateral dessas SCPs, que prometiam retornos de até 2% ao mês, converteu automaticamente investidores em credores.

“Na prática, isso concentrou os conflitos dentro do ambiente da recuperação judicial e reduziu drasticamente o poder de reação individual”, afirmou.

Segundo ele, o caso levanta dúvidas sobre a real dimensão do passivo do grupo e sobre eventual uso abusivo do mecanismo de recuperação judicial como forma de blindagem patrimonial.

Leia também: Caso Fictor acende alerta e levanta temor de nova onda de recuperações judiciais em 2026

Fictor promete pagar sem descontos

A Fictor informou que pretende quitar as dívidas sem cortes nos valores, com prazos de até cinco anos para reembolso.

“A ideia da empresa é não prejudicar os credores. Até novembro, não havia ocorrido nenhum problema de pagamentos”, disse Deneszczuk.

O grupo espera que o pedido de recuperação judicial seja analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo dentro de uma semana, se não houver contratempos.

Bloqueio de R$ 150 milhões antes da RJ

Antes mesmo do pedido formal de recuperação, a Justiça paulista determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor.

A decisão partiu da desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, da 30ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, para preservar garantias ligadas a contratos com a Orbitall, responsável pelo processamento de cartões da American Express.

Entrada no mercado de pagamentos

Em 2024, o grupo expandiu sua atuação criando a Fictor Pay, inicialmente como subadquirente de maquininhas e serviços de pagamento.

No ano seguinte, lançou um cartão corporativo com a bandeira American Express. Segundo a própria empresa, o produto chegou a movimentar R$ 200 milhões por mês.

A Fictor Pay atua hoje em nove Estados, tem cerca de 500 clientes e já processou R$ 2,2 bilhões em transações.

Com a criação da associação de credores e o avanço da recuperação judicial, o caso da Fictor passa a figurar entre os maiores e mais sensíveis do mercado financeiro recente, envolvendo milhares de investidores, instituições de pagamento e decisões judiciais que ainda devem se multiplicar nos próximos meses.

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