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CVM acelera investigação e promete relatório sobre o caso Banco Master em 3 semanas

Publicado 07/02/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou nesta sexta-feira (6) a criação de um grupo de trabalho para analisar documentos do Banco Master e da gestora Reag.
  • O grupo de trabalho, aprovado na quinta-feira (5), inicia os trabalhos na próxima segunda-feira (9).
  • A iniciativa ocorre 18 dias após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defender a transferência da fiscalização dos fundos de investimento da CVM para o Banco Central.
Banco Master

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) anunciou nesta sexta-feira (6) a criação de um grupo de trabalho para analisar documentos do Banco Master e da gestora Reag e prometeu apresentar, em até três semanas, um relatório para “prestar contas à sociedade” sobre o caso que resultou na liquidação do banco, em novembro, após a identificação de uma fraude estimada em ao menos R$ 12 bilhões.

O grupo de trabalho, aprovado na quinta-feira (5), inicia os trabalhos na próxima segunda-feira (9) e terá como missão realizar uma análise técnica de informações relacionadas ao Grupo Master, à Reag e a outras entidades conexas. Segundo a autarquia, o objetivo é avaliar aspectos de governança e subsidiar eventuais aprimoramentos regulatórios.

De acordo com a CVM, o Comitê de Gestão de Riscos (CGR) já havia acessado informações sobre acusações e procedimentos abertos ao longo dos últimos anos envolvendo as instituições, além do andamento de inquéritos internos correlatos. Ao fim do prazo, será elaborado um relatório para apreciação e deliberação do comitê.

Leia também: CVM cria Grupo de Trabalho para análise de informações sobre Grupo Master e Reag

A iniciativa ocorre 18 dias após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defender a transferência da fiscalização dos fundos de investimento da CVM para o Banco Central. Em entrevista ao UOL News, Haddad afirmou que há sobreposição entre as atribuições das duas autarquias e que parte dessas competências deveria estar sob responsabilidade do BC.

O caso envolve suspeitas de falhas na supervisão de ativos declarados pela Reag. A gestora teria informado à CVM a existência de R$ 4,1 bilhões em ações vinculadas a empresas que não constariam na base da Receita Federal, levantando dúvidas sobre a autenticidade dos papéis. A CVM informou que manterá o mercado e a sociedade informados sobre eventuais medidas institucionais relacionadas ao tema.

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