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Serviços avançam em janeiro, enquanto Varejo recua, indica índice
Publicado 10/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 2 meses
Publicado 10/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Unsplash.
Serviços avançam em janeiro, enquanto Varejo recua, indica índice
O setor de Serviços iniciou 2026 em trajetória de alta, enquanto o Varejo voltou a registrar retração em janeiro. Os dados são do IGet, indicador construído a partir de transações de pagamento no país e que aponta um começo de ano com comportamento divergente entre os dois segmentos.
Leia também: Varejo começa o ano com retração de 1,5% em janeiro
O índice de Serviços às famílias avançou 4,4% na comparação mensal em janeiro, confirmando a tendência já antecipada pela prévia do indicador. O resultado interrompe um período prolongado de fraqueza observado ao longo de 2025.
Na comparação interanual, o índice voltou ao campo positivo, com alta de 0,4%, após 15 meses consecutivos de retração. O movimento sugere uma retomada gradual do setor, mesmo em um ambiente de crédito mais restrito.
A análise do relatório foi assinada pelos economistas Gabriel Couto e Rodolfo Pavan, responsáveis pelo acompanhamento mensal do indicador.

O avanço dos Serviços em janeiro foi disseminado. O segmento de alojamento e alimentação cresceu 3,9% na comparação mensal, enquanto outros serviços às famílias avançaram 3,0%, encerrando uma sequência de cinco meses seguidos de resultados negativos.
Segundo o relatório, o desempenho de janeiro mais que compensou a queda registrada em dezembro, indicando alguma recomposição da demanda no começo do ano.
Em sentido oposto aos Serviços, o Varejo apresentou nova retração em janeiro. O índice ampliado caiu 3,4% na comparação mensal, enquanto o índice restrito recuou 4,4%, mantendo a tendência negativa observada no fim de 2025.
Na comparação com janeiro do ano passado, o Varejo também registrou queda de 0,4%, reforçando o sinal de arrefecimento da atividade.
Os principais impactos negativos vieram de artigos farmacêuticos, com recuo de 5,0%, materiais de construção (-3,3%), móveis e eletrodomésticos (-2,9%) e vestuário (-1,5%).
No índice ampliado, a retração foi puxada principalmente pelos materiais de construção. O segmento de automóveis, partes e peças avançou 4,0% no mês e ajudou a limitar a queda agregada.
De acordo com os analistas, a política monetária restritiva continua limitando o ritmo da atividade, sobretudo no Varejo. Ainda assim, o relatório mantém a expectativa de aceleração ao longo do primeiro trimestre de 2026.
A projeção considera o efeito gradual da isenção do imposto de renda para rendimentos de até R$ 5 mil, que tende a gerar impulso adicional ao consumo nos próximos meses.
O IGet é desenvolvido em parceria com a Getnet e utiliza dados anonimizados de transações do mercado de adquirência nacional. O indicador acompanha mensalmente a receita de uma amostra representativa de estabelecimentos de diferentes portes e regiões.
O objetivo é ampliar o conjunto de informações disponíveis para análise da atividade econômica, com foco nos Serviços prestados às famílias e no Varejo.
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