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Sapucaí vira campo de disputa política: desfile em homenagem a Lula divide aliados, oposição e especialistas
Publicado 16/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 16/02/2026 • 15:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Pablo Porciuncula/AFP
Os foliões da escola de samba Acadêmicos de Niterói se apresentam durante a noite de abertura do Carnaval do Rio no Sambódromo Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, Brasil, em 15 de fevereiro de 2026.
O desfile da Acadêmicos de Niterói na Marquês de Sapucaí, na noite de domingo (15) e madrugada desta segunda-feira (16), transformou o Carnaval do Rio em um novo capítulo da polarização política no país. A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou tanto apoiadores quanto críticos nas redes sociais e já provoca repercussões jurídicas.
A escola abriu o grupo especial mostrando a trajetória do presidente, de origem operária, e políticas sociais associadas ao seu governo. O desfile contou com a presença de Lula, da primeira-dama Janja, do prefeito do Rio, Eduardo Paes, e de ministros, em um camarote oficial.
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Parlamentares da base governista celebraram o desfile como uma manifestação cultural e política legítima. O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a apresentação foi marcada por “arte, memória e resistência”.
O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou a narrativa construída pela escola, escreveu, classificando o desfile como “potente e cheio de significado”.
A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) também acompanhou o desfile ao lado do presidente e afirmou que a mensagem é política. “2026 exige força para reeleger Lula no primeiro turno e eleger um Congresso com a cara do povo”, declarou.
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Os parlamentares da oposição classificaram o desfile como campanha eleitoral antecipada e prometeram levar o caso à Justiça Eleitoral.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente de usar recursos públicos para autopromoção. “O dinheiro do trabalhador está sendo torrado em um desfile de carnaval”, afirmou, dizendo que a situação configura “crime”.
O Partido Novo anunciou que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade de Lula. O presidente da legenda, Eduardo Ribeiro, afirmou que a sigla ingressará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) quando houver registro de candidatura.
Outros nomes da oposição também criticaram o desfile. O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) classificou a apresentação como “um deprimente espetáculo de abuso de poder”.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) afirmou que “quando a cultura se mistura com a política, perde a cultura”, enquanto o senador Cleitinho (Republicanos-MG) sugeriu que haveria tratamento desigual caso a homenagem fosse a Bolsonaro.
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Além da exaltação a Lula, o desfile também incluiu críticas a adversários políticos. Uma das alas trouxe um ator representando o ex-presidente Jair Bolsonaro como um palhaço, que em seguida aparecia atrás de grades, cena que gerou forte reação nas redes sociais.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro criticou a alegoria e afirmou que Lula foi quem “foi preso por corrupção”, em referência a condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
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A discussão sobre eventual propaganda eleitoral antecipada também chegou ao campo jurídico e sem consenso.
Para o advogado e ex-juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, não houve irregularidade. Segundo ele, a legislação exige pedido explícito de voto para caracterizar propaganda antecipada, o que não ocorreu.
O constitucionalista Rodolfo Prado também avaliou que não há ilícito eleitoral sem impacto concreto sobre a normalidade do pleito.
Por outro lado, o advogado André Marsiglia considerou que o desfile configura propaganda antecipada e abuso de poder econômico e político. Para ele, houve uso de recursos públicos e promoção eleitoral indevida.
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O ex-presidente Michel Temer (MDB) comentou sua aparição no desfile e ironizou a representação, dizendo ter “saudades da Tuiuti”, em referência ao Carnaval de 2018, quando foi retratado como vampiro.
Na apresentação deste ano, Temer foi encenado em um momento ligado ao impeachment de Dilma Rousseff, episódio que segue sendo alvo de críticas de setores da esquerda.
Em nota, o ex-presidente afirmou que o Carnaval é um espaço legítimo de fantasia e sátira política, mas avaliou que a homenagem a Lula teve tom de exaltação excessiva. Ele também fez críticas à condução econômica do governo, citando aumento da dívida pública e perda de avanços promovidos por reformas de sua gestão.
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