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Candidato ao TCU critica atuação da Corte após caso Master: “não é papel cuidar do sistema”
Publicado 16/02/2026 • 16:45 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/02/2026 • 16:45 | Atualizado há 3 meses
Reprodução
Danilo Forte
O deputado Danilo Forte (União-CE) entrou no radar da disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União com um discurso direto sobre os limites de atuação da Corte. Em meio à aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, o parlamentar afirma que o TCU não pode ampliar seu escopo para além da fiscalização das contas públicas.
Para Forte, o tribunal precisa evitar assumir um papel que, na prática, invada atribuições de outros órgãos reguladores. “O TCU tem que cuidar das contas da União, e não do sistema privado”, disse. “Sistema privado é CVM, é o Banco Central que tem que fazer.”
A fala ocorre em um momento de tensão entre órgãos de controle e reguladores do mercado. Nos últimos meses, uma decisão do ministro do TCU Jhonatan de Jesus acendeu o debate ao determinar uma inspeção no Banco Central.
O objetivo era entender os critérios que levaram à liquidação do Banco Master, envolvido em investigações sobre fraudes bilionárias. A medida gerou críticas de parlamentares e integrantes do próprio BC, que viram na iniciativa uma possível extrapolação das funções do tribunal.
Sem citar diretamente o ministro, Danilo Forte reforçou a necessidade de delimitação clara entre as instituições. “Cada qual no seu cada qual. Senão daqui a pouco o Banco Central também vai querer fiscalizar emendas”, afirmou.
Na visão do deputado, preservar a autonomia do Banco Central é essencial para o funcionamento do sistema financeiro. “Assim como o BC tem que cuidar do cercadinho dele, o TCU também precisa respeitar o seu papel”, disse.
Leia também: Rastro de RS 35 mi: linha do tempo explica engenharia financeira que liga Master à família Toffoli
Se por um lado critica a ampliação do escopo do tribunal, Forte defende um olhar mais rigoroso sobre o uso de recursos públicos, especialmente em estruturas fora do orçamento tradicional.
Ele cita como exemplo investimentos realizados pela usina binacional de Itaipu em projetos de saneamento em Belém, que, segundo ele, merecem maior escrutínio.
“Isso tem que ter um acompanhamento com uma lupa maior. É preciso evitar erros como os do passado”, afirmou, em referência às chamadas pedaladas fiscais.
A fala reforça uma agenda que tem ganhado espaço no Congresso, com foco em maior transparência e controle sobre mecanismos paralelos de financiamento público.
Leia também: Toffoli enfrenta dez pedidos de impeachment e caso Banco Master intensifica pressão
A sucessão no TCU também reflete a disputa política no Congresso. Danilo Forte é um dos nomes que se movimentam para ocupar a vaga aberta com a saída de Cedraz, em um processo que costuma envolver negociações intensas entre partidos.
Entre os possíveis concorrentes está o deputado Odair Cunha (PT-MG). Forte minimiza o impacto de eventuais articulações do governo para angariar apoio, inclusive por meio da liberação de emendas parlamentares.
Até o momento, a eleição para a vaga no TCU ainda não tem data definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Forte avalia, no entanto, que o processo deve seguir uma linha diferente da gestão anterior.
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