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Energia

Irã fecha partes do Estreito de Ormuz em meio a exercícios militares e conversa com EUA

Publicado 17/02/2026 • 11:30 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Partes do Estreito de Ormuz serão fechadas por algumas horas nesta terça-feira (17) por "precauções de segurança" para a navegação.
  • O estreito conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e concentra cerca de 20% do fluxo global da commodity.
O estreito de Ormuz visto do espaço.

O estreito de Ormuz visto do espaço.

Jacques Descloitres, MODIS Land Rapid Response Team, NASA/GSFC via Wikimedia

Partes do Estreito de Ormuz serão fechadas por algumas horas nesta terça-feira (17) por “precauções de segurança” para a navegação, informou a agência semioficial iraniana Fars News, em meio a exercícios militares conduzidos pela Guarda Revolucionária do Irã na hidrovia, considerada a mais importante rota de exportação de petróleo do mundo.

O estreito conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico, e concentra cerca de 20% do fluxo global da commodity.

No contexto das manobras, o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária (IRGC), Alireza Tangsiri, afirmou que a força pode fechar o Estreito de Ormuz “no menor tempo possível”, caso haja decisão nesse sentido, segundo a mídia estatal iraniana. “Se houver uma decisão para fechar o Estreito de Ormuz, esta força realizará a operação no menor tempo possível”, disse.

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A declaração foi acompanhada pela realização de um exercício de “controle inteligente” do estreito, com participação de unidades de combate e resposta rápida. Durante a operação, embarcações ultrarrápidas lançadoras de mísseis realizaram manobras com disparos reais.

De acordo com a agência Tasnim, projéteis disparados do interior do país, do litoral e de ilhas iranianas no Golfo Pérsico atingiram seus alvos na região.

As movimentações ocorrem enquanto Irã e Estados Unidos realizam, em Genebra, nova rodada de negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, as tratativas entraram na fase de discussões técnicas sobre questões nucleares e alívio de sanções, e a presença do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, “é útil nesse processo”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem reiterado que prefere uma solução negociada, mas já ameaçou recorrer à força caso Teerã não aceite limitar seu programa nuclear. O governo iraniano afirma que responderá a qualquer ataque e sustenta que seu programa de enriquecimento de urânio tem fins pacíficos.

O que é o Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima entre Irã, Omã e Emirados Árabes Unidos que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao mar aberto. Mede cerca de 167 km de extensão e apenas 39 km no ponto mais estreito, sendo profundo o suficiente para navios petroleiros de grande porte.

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É um dos principais chokepoints energéticos do planeta, termo técnico usado para rotas marítimas críticas cuja interrupção pode afetar cadeias globais. Pelo estreito passam em média cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, o equivalente a aproximadamente 20% do consumo mundial.

  • Mais de um quarto do petróleo transportado por via marítima no mundo cruza o local.
  • Cerca de um quinto do comércio global de gás natural liquefeito (GNL) também depende da rota.
  • Aproximadamente 114 navios transitam diariamente pela passagem.

O estreito é importante porque conecta grandes produtores do Golfo, como Arábia Saudita, Iraque, Irã e Emirados, aos mercados internacionais, especialmente asiáticos. A maior parte desses volumes não possui rotas alternativas viáveis, o que torna qualquer interrupção capaz de atrasar exportações e elevar preços globais de energia.

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