CNBC

CNBCThomas Pritzker deixa a presidência do conselho da Hyatt após laços com Jeffrey Epstein

Mundo

Congelamento de aluguéis pode esvaziar prédios e agravar crise imobiliária em Nova Iorque

Publicado 17/02/2026 • 14:15 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Regras mais rígidas de controle de aluguel estariam desestimulando reformas, tornando economicamente inviável investir em unidades reguladas, segundo artigo do The New York Times.
  • Mais de 26 mil apartamentos regulados estavam vazios em 2023, enquanto valores de prédios com esse perfil caíram quase 29% entre 2023 e 2024.
  • Proposta de congelamento de aluguéis por quatro anos pode agravar a deterioração do estoque habitacional, aumentar inadimplência e pressionar as finanças da cidade, aponta o texto.
Brazilian Week 2025 ocorre na cidade de Nova York.

Pexels

Nova York

A política de controle de aluguéis em Nova Iorque pode estar deixando apartamentos vazios e desestimulando investimentos em manutenção de imóveis. É o que afirma o jornal The New York Times, em artigo publicado nesta terça-feira (17).

O texto cita dois apartamentos desocupados no norte de Manhattan: um com quatro ou cinco quartos, que poderia ser alugado por cerca de US$ 3.700 no mercado aberto, e outro de um quarto, estimado em US$ 2.500. Ambos, porém, permanecem vazios.

Segundo o jornal, após décadas com os mesmos inquilinos, as unidades exigem reformas completas. No caso do imóvel maior, os custos poderiam ultrapassar US$ 150 mil. O menor também precisa de renovação estrutural. No entanto, mudanças na legislação estadual aprovadas em 2019 limitaram o valor que proprietários podem recuperar com reformas, permitindo repasse máximo de US$ 50 mil ao longo do tempo.

Leia também: Governo Trump acaba com crédito para sistema start-stop em veículos

Como os aluguéis regulados dessas unidades giram em torno de US$ 900 a US$ 1.000 mensais, o investimento se torna economicamente inviável, argumenta o jornal.

Mais de 26 mil unidades vazias

O problema não seria isolado. De acordo com dados citados pelo NYT, mais de 26 mil unidades com aluguel regulado estavam vazias em 2023.

Quase metade do estoque de aluguel da cidade, cerca de 1 milhão de apartamentos, está sob algum tipo de regulação. O modelo atual, que remonta às décadas de 1960 e 1970, estabelece que um conselho nomeado pelo prefeito define reajustes anuais.

Entre 2023 e 2024, o preço médio de prédios com unidades reguladas caiu quase 29% por apartamento, segundo o texto.

O artigo também critica a proposta do prefeito Zohran Mamdani de congelar os aluguéis por quatro anos. Para o jornal, a medida poderia ampliar distorções já existentes e aprofundar a deterioração de edifícios.

O texto argumenta que, diante do aumento de custos como impostos, seguro, aquecimento e manutenção, proprietários podem optar por adiar reformas ou vender imóveis com desconto. Em casos mais extremos, a cidade poderia acabar assumindo prédios em situação de inadimplência, como ocorreu nos anos 1970.

Leia também: Bolsas da Ásia fecham em baixa após tombo em NY e antes de feriado do ano-novo chinês

Desafio estrutural

O NYT reconhece que os aluguéis regulados já são, em média, mais baixos – cerca de US$ 1.500, contra US$ 2.000 nas unidades de mercado. Ainda assim, defende que congelamentos prolongados criam distorções econômicas e podem gerar efeitos políticos difíceis de reverter.

Como alternativa, o texto sugere reduzir custos para proprietários, rever restrições estaduais de 2019 e permitir maior recuperação de investimentos em reformas.

“Se o prefeito não estiver disposto a promover reformas úteis, deveria ao menos seguir um princípio básico de governança: não piorar a situação”, conclui o texto.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

;