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FGC desembolsa mais que lucro de grandes bancos e acende alerta no sistema bancário
Publicado 19/02/2026 • 13:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/02/2026 • 13:10 | Atualizado há 2 meses
Reprodução Instagram FGC
O volume de recursos mobilizado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cobrir liquidações recentes de instituições financeiras já supera o lucro de grandes bancos brasileiros e levanta questionamentos sobre o nível de risco no sistema.
Levantamento realizado por Einar Rivero, da Elos Ayta Consultoria, a pedido do Times Brasil – Licenciado Esclusivo da CNBC, mostra que o montante a ser reembolsado pelo fundo chegou a R$ 52,8 bilhões, considerando valores confirmados e estimados.
O número chama atenção por ser superior ao lucro líquido do Itaú Unibanco em 2025, que somou R$ 45,67 bilhões – diferença de cerca de R$ 7 bilhões. O banco é hoje a companhia de maior valor de mercado da B3, avaliada em mais de R$ 507 bilhões.

O impacto do FGC também é relevante quando comparado ao desempenho do setor bancário como um todo.
Segundo o estudo, o valor de R$ 52,8 bilhões corresponde a aproximadamente 43,7% do lucro líquido combinado de cinco grandes bancos brasileiros, que juntos registraram R$ 119,32 bilhões em 2025.
Na comparação individual:
Ou seja, o valor coberto pelo FGC supera com folga o resultado anual de qualquer um desses bancos, ficando atrás apenas do lucro consolidado do grupo.
Leia também: BC deve incluir na agenda deste ano a revisão de regras do FGC
O estudo também posiciona o FGC em um ranking equivalente ao das maiores empresas da Bolsa.
Com R$ 52,8 bilhões, o fundo teria um valor comparável ao de companhias listadas na B3, como Caixa Seguridade e Equatorial, o que ilustra o peso financeiro das liquidações recentes.
Outro indicador relevante apresentado no levantamento é o volume de provisões para devedores duvidosos (PDD), usado pelos bancos para se proteger contra inadimplência.
Os números mostram níveis elevados:
O valor associado ao FGC aparece próximo das maiores provisões do sistema, reforçando o cenário de maior pressão sobre o crédito e aumento de risco nas carteiras.
Leia também: Liquidações ligadas ao Banco Master podem afetar mais de 1.400 empregos
Apesar do volume expressivo, o FGC possui atualmente cerca de R$ 160 bilhões em patrimônio, sendo aproximadamente R$ 125 bilhões disponíveis para uso imediato, o que indica capacidade de absorção no curto prazo.
Ainda assim, o levantamento aponta para um momento de maior cautela no sistema financeiro, com sinais de deterioração da qualidade de crédito e fragilidade em instituições menores.
A atuação do FGC é fundamental para garantir a confiança no sistema bancário, protegendo depósitos e evitando efeito dominó em momentos de crise.
No entanto, o tamanho recente das liquidações evidencia que o custo dessas intervenções já atinge patamar comparável aos lucros dos maiores bancos do país – um indicativo de que o ambiente financeiro segue pressionado e sob monitoramento.
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