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Veja 3 motivos que explicam a recuperação de Wall Street na última semana
Publicado 21/02/2026 • 21:15 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 21/02/2026 • 21:15 | Atualizado há 3 horas
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Wikimedia
Após semanas de pressão, Wall Street ensaiou uma reação consistente nos últimos quatro pregões, impulsionada por decisões judiciais, retomada das big techs e ruídos no mercado de crédito privado.
O Nasdaq interrompeu uma sequência de cinco semanas de perdas e fechou a semana com alta de 1,9%, puxado por nomes como Meta, Nvidia e Amazon. Já o S&P 500 avançou 1,1% na semana encurtada por feriado, encerrando dois períodos consecutivos de queda.
A recuperação ocorreu mesmo em meio a um fluxo intenso de manchetes positivas e negativas. Confira os três fatores que foram determinantes para o movimento.
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A Suprema Corte dos EUA derrubou a maior parte da política de tarifas emergenciais implementada pelo presidente Donald Trump, em decisão de 6 votos a 3. O tribunal argumentou que a legislação invocada não concedia autorização clara para tarifas dessa magnitude.
O S&P 500 subiu 0,7% no dia do anúncio.
O alívio beneficiou especialmente empresas voltadas ao consumidor, pressionadas pelo aumento de custos de importação. Ainda assim, o movimento foi moderado, já que o mercado passou a precificar a possibilidade de novas tarifas por outras vias legais.
A Nike, por exemplo, que havia projetado um impacto negativo de US$ 1,5 bilhão com tarifas neste exercício fiscal, chegou a subir após a decisão, mas encerrou o pregão com leve queda de 0,3%.
Outras companhias impactadas pelo cenário tarifário incluem Costco, Procter & Gamble, TJX Companies e Amazon.
O segundo vetor da recuperação foi a força das gigantes de tecnologia, reforçando a narrativa de demanda estrutural por inteligência artificial.
Meta anunciou que utilizará milhões de chips da Nvidia em seus data centers, o que impulsionou as ações das duas empresas. Na semana, a empresa acumulou alta de 2,5%, enquanto Nvidia avançou 3,8%.
Amazon também se destacou, com valorização de 5,6%, após divulgação de documento regulatório indicando que o fundo Pershing Square, de Bill Ackman, ampliou significativamente sua posição na companhia.
Alphabet, que vinha pressionada após resultados trimestrais, reverteu parte das perdas e fechou a semana com alta de 3%.
O movimento reforça a percepção de que o fluxo para tecnologia de grande capitalização voltou a ganhar força, após semanas de correção.
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No lado negativo, preocupações com o mercado de crédito privado geraram turbulência.
A Blue Owl Capital caiu quase 6% após restringir permanentemente resgates em seu fundo de dívida privada voltado ao varejo. O episódio levantou questionamentos sobre a saúde do segmento, que cresceu de forma acelerada nos últimos anos.
Gestoras como Ares Management, Blackstone, Apollo e KKR sofreram forte pressão. Ares e Blackstone encerraram a semana entre os piores desempenhos do setor financeiro do S&P 500, com quedas de 8% e 6,6%, respectivamente.
Apesar disso, bancos tradicionais ficaram relativamente protegidos do ruído e terminaram a semana em alta. Wells Fargo avançou 2%, Goldman Sachs subiu 1,9% e Capital One teve ganho de 0,5%.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.