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EXCLUSIVO: Efeito Trump – Empresas britânicas trocam os EUA pela Europa
Publicado 23/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 23/02/2026 • 13:20 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
As empresas britânicas estão buscando laços comerciais mais fortes com a Europa, disseram grupos empresariais à CNBC, enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou uma tarifa abrangente de 15% sobre todas as importações após a Suprema Corte derrubar taxas anteriores.
As novas tarifas marcariam um aumento de 50% sobre o nível negociado no ano passado em um acordo comercial entre o Reino Unido e os EUA, tornando o país um dos mais atingidos, de acordo com análise do think tank Global Trade Alert.
Embora o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, tenha dito que a administração “espera” manter os acordos comerciais, o governo do Reino Unido estaria em discussões contínuas com as contrapartes na América.
A incerteza oscilante está forçando cada vez mais as empresas do Reino Unido a buscar um alinhamento mais próximo com a União Europeia e países europeus, enquanto caçam parcerias comerciais previsíveis, disseram à CNBC grupos que representam empresas britânicas.
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“Simplesmente não há certeza ou consistência e as empresas estão muito cansadas disso”, disse William Bain, chefe de política comercial das Câmaras de Comércio Britânicas (BCC), que representa 50 mil empresas.
“Elas estão potencialmente olhando para outras opções em termos de fazer mais comércio com a Europa ou com a região Indo-Pacífico, onde parece haver menos risco de flutuações”, disse ele à CNBC.
O anúncio de Trump de que haveria tarifas gerais sobre todas as importações para os EUA no fim de semana trouxe mais dores de cabeça ao setor empresarial da Europa, que viu a ordem comercial global de longa data ser destruída no ano passado.
Em abril, os EUA subverteram o status quo ao impor uma série de tarifas a parceiros comerciais em todo o mundo.
As novas tarifas geraram alarme na Europa, com os governos pedindo mais clareza à Casa Branca sobre o que a nova política significa para seus acordos comerciais. A UE negociou uma taxa de 15% na maioria das exportações com os EUA em 2025.
A CNBC contatou o Departamento de Negócios e Comércio do Reino Unido e o Departamento de Comércio dos EUA para comentar.
Leia também: Tarifa global de 15% imposta por Trump começa a vigorar na terça-feira
“Os EUA são vistos como cada vez mais imprevisíveis e resta alguma preocupação sobre o crescimento da UE enquanto eles se esforçam para competir com os principais blocos comerciais do mundo”, disse Emma Rowland, consultora de política comercial do grupo empresarial britânico Institute of Directors (IoD), que representa cerca de 20.000 líderes empresariais.
Como resultado, as empresas estão buscando diversificar as cadeias de suprimentos ou reconsiderando totalmente os EUA como mercado, disse Rowland à CNBC.
“No geral, as empresas têm apoiado a forma como o governo [do Reino Unido] tem buscado uma abordagem equilibrada com os parceiros comerciais internacionais”, disse Rowland. “Dito isso, entre aqueles que gostariam que o governo priorizasse uma relação comercial, os líderes empresariais escolheriam esmagadoramente um alinhamento mais próximo com a UE em vez dos EUA.”
Para as empresas do Reino Unido, a BCC estima que o aumento tarifário elevará o custo das exportações britânicas entre £2 bilhões (U$S 2,7 bilhões – R$ 13,9 bilhões) e £3 bilhões (R$ 18,1 bilhões) em um período de 12 meses.
“Muitas empresas têm, por exemplo, cronogramas de 12 a 18 meses para contratos de fornecimento de bens, e neste momento há pouquíssimas empresas que podem dizer quais serão as tarifas e quais preços poderão cobrar daqui a seis meses”, disse Bain.
Os setores do Reino Unido que poderiam ser mais impactados pelas novas tarifas de Trump – caso entrem em vigor em 24 de fevereiro às 00:01 (horário do leste – 2h01 de Brasília) – são alimentos e bebidas, vestuário e calçados e bens elétricos e industriais, disse Bain à CNBC.
A “maioria” dos acordos entre o Reino Unido e os EUA sobre tarifas de automóveis, aço e produtos farmacêuticos não deve mudar, mas as discussões continuam, informou a BBC, citando um porta-voz oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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