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Chuva histórica em MG: 29 mortos e mais de 400 desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá

Publicado 24/02/2026 • 17:59 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Juiz de Fora tem 16 mortos e 43 desaparecidos; em Ubá, são 7 mortos e 4 desaparecidos, segundo autoridades locais. O cenário nas duas cidades é de destruição, deslizamentos, alagamentos e moradores ilhados.
  • Ao menos 440 pessoas estão desabrigadas, com suspensão de aulas, serviços públicos e decretação de calamidade. A região segue sob alerta vermelho para novos temporais.
  • Governos estadual e federal anunciaram envio de recursos, equipes de resgate e ajuda humanitária, com R$ 38 milhões destinados a Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá, nesta semana.

Divulgação/Departamento dos Bombeiros de MG

Chuva provocou mortes e destruição em Juiz de Fora

A tragédia provocada pelas fortes chuvas na Zona da Mata Mineira entre a tarde de segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24) deixou ao menos 29 mortos, 47 desaparecidos, centenas de desabrigados e um rastro de destruição em cidades como Juiz de Fora e Ubá. As informações são da Defesa Civil de Minas Gerais.

Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça, em Juiz de Fora, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), falou sobre a dimensão da tragédia ao lado do vice-governador, Mateus Simões, e de representantes das forças de segurança do Estado.

“Ainda temos 47 pessoas desaparecidas nas duas cidades. Infelizmente, a chance de encontrar pessoas com vida vai caindo à medida que o tempo passa”, declarou o coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Paulo Roberto Bermudes Rezende.

O cenário nas duas cidades é de destruição, deslizamentos, alagamentos e moradores ilhados. Em Juiz de Fora, o Corpo de Bombeiros informou que 13 pessoas foram resgatadas durante a madrugada. A Defesa Civil municipal estima que 440 pessoas estejam desabrigadas. Somente na segunda-feira (23) foram registradas 251 ocorrências, entre enchentes, quedas de barreiras e danos estruturais em imóveis.

Diante da gravidade, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão (PT-MG), decretou calamidade pública durante a madrugada, e as aulas foram suspensas em todas as instituições da rede municipal de ensino.

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Chuva histórica

A prefeitura informou ainda que, até segunda-feira (23), já havia chovido mais que o dobro do volume esperado para todo o mês, tornando este o fevereiro mais chuvoso da história do município. Na tarde desta terça, por volta das 14h25, a Defesa Civil disparou um “alerta extremo” para celulares da região, com destaque para o risco de deslizamentos.

Em Ubá, também foram registrados desmoronamentos de imóveis e alagamentos. A prefeitura informou que, por conta da inundação que comprometeu a estrutura de imóveis públicos, foram suspensos temporariamente os atendimentos na Farmácia Municipal, no Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), na Policlínica Regional e no EAP Central. O Serviço de Transportes Assistenciais também foi interrompido.

Segundo o município, os atendimentos de hemodiálise serão mantidos “dentro das condições possíveis”, enquanto equipes atuam para restabelecer os demais serviços.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a força da enchente em Ubá. Em um dos vídeos, uma casa de repouso localizada na Rua Dona Maria aparece completamente alagada, com idosos aguardando resgate sobre colchões.

Além de Juiz de Fora e Ubá, a cidade de Matias Barbosa, também na Zona da Mata, registrou alagamentos após as chuvas e decretou estado de calamidade pública nesta terça-feira. Até o momento, não há registros de feridos ou desaparecidos no município.

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Perspectiva de recuperação

Em meio à operação de resgate e atendimento emergencial, Zema anunciou que as cidades afetadas terão antecipadas verbas estaduais equivalentes a um ano de dividendos para enfrentar as consequências da tragédia. Segundo o governador, Juiz de Fora receberá R$ 38 milhões e Ubá, R$ 8 milhões, já nesta semana. Ele também anunciou o envio de duas carretas de ajuda humanitária.

Zema afirmou ainda que recebeu sinalizações de apoio de governadores de estados do Sul e do Sudeste, além de disponibilidade de suporte do Exército, caso haja necessidade de reforço nas operações.

Na área de energia, o governador disse que a companhia elétrica do Estado já atua para restabelecer o fornecimento nas áreas atingidas. Segundo ele, 22 mil pessoas ficaram sem energia, e o número já havia caído para cerca de 4 mil durante a tarde desta terça.

Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou o envio de equipes da Força Nacional do SUS e da Defesa Civil Nacional para a Zona da Mata Mineira. O presidente também informou que o governo federal reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora, com publicação prevista no Diário Oficial ainda nesta terça-feira.

A perspectiva de recuperação, no entanto, segue pressionada pelas condições climáticas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho de grande perigo para acumulado de chuva na Zona da Mata, válido até 23h59 de sexta-feira (27), com risco de precipitação superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros por dia.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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