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Blue chips puxam o mercado e small caps podem disparar; saiba quem se beneficia dos recordes da bolsa brasileira

Publicado 24/02/2026 • 20:52 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Fluxo estrangeiro tem concentrado a alta nas blue chips, que lideram o rali por meio de ETFs e fundos que replicam índices, beneficiando ações de maior peso como Vale, Petrobras e grandes bancos.
  • Levantamento do TradeMap mostra que, em 2026, o Ibovespa acumula alta de 18,85%, acima dos 14,4% do índice de small caps (SMLL), evidenciando a concentração do movimento.
  • Small caps ainda podem ganhar espaço, mas dependem de rotação do fluxo e de sinais mais claros de queda de juros, com maior seletividade e atenção ao timing.
Bolsa de valores

Foto: Freepik

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Com o Ibovespa B3 se aproximando dos 200 mil pontos, a discussão no mercado passa a ser quais ações tendem a capturar melhor esse movimento, e se ainda há espaço para entrar nas small caps. Ou será que o investidor já perdeu a festa?

Para Werner Roger, CIO e sócio-fundador da Trígono Capital, o principal motor da alta atual é o capital estrangeiro. Segundo ele, parte dos investidores internacionais está aumentando a exposição a mercados emergentes, e o Brasil entra nesse movimento como um bloco, por meio de fundos e ETFs que replicam índices.

Na avaliação de Werner, essa dinâmica ajuda a explicar por que blue chips seguem liderando o rali. Papéis como Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e grandes bancos acabam sendo os principais beneficiados por estarem entre os ativos de maior peso nos índices usados por investidores globais.

Essa leitura é reforçada por um levantamento do TradeMap feito a pedido do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC. No acumulado de 2026 até 24 de fevereiro, o Ibovespa B3 subiu 18,85%, enquanto o índice de Small Caps (SMLL) avançou 14,4%. A diferença de 4,45 pontos percentuais sugere que, até aqui, a alta tem sido mais capturada pelas ações de maior peso e liquidez.

O próprio TradeMap observa que as small caps acompanham o movimento de alta da bolsa brasileira, mas a liderança segue concentrada em grandes nomes. Papéis como Vale e Petrobras apresentam desempenho superior tanto ao Ibovespa B3 quanto ao SMLL no período, reforçando que o rali ainda é puxado por empresas de maior capitalização e peso no índice.

Milton Rabelo, analista da VG Research, reforça essa leitura. “Os investidores internacionais, inicialmente, tendem a se expor a blue chips, empresas consolidadas e de grande capitalização”, afirmou.

Segundo ele, no mercado brasileiro isso significa principalmente grandes bancos e companhias de commodities, como Petrobras e Vale, já que o fluxo estrangeiro prioriza liquidez e capacidade de absorver volumes elevados de capital.

Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor, também avalia que a continuidade da alta tende a favorecer ações de maior liquidez.

Para ele, enquanto o principal gatilho do rali for o capital externo, a preferência deve seguir concentrada em papéis com maior facilidade de entrada e saída, como grandes bancos, Petrobras, Vale, siderúrgicas e WEG (WEGE3).

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E as small caps ainda têm espaço?

Apesar da predominância das large caps neste momento, os analistas não descartam espaço para as small caps – ações com valor de mercado de até R$ 10 bilhões- especialmente se o movimento de alta se prolongar.

“Se esse movimento de alta continuar, é totalmente possível que as small caps também tenham espaço para subir, à medida que as margens de segurança das companhias de grande capitalização diminuam cada vez mais”, afirmou Milton.

A lógica é que, após uma primeira perna concentrada nas ações mais líquidas, parte do mercado passe a buscar alternativas com maior potencial de valorização relativa. Oportunidade à vista para as ações com menor valor de mercado.

Jayme, no entanto, adota postura mais cautelosa. Ele reconhece que algumas small caps ainda apresentam valuation (avaliação) descontado, mas pondera que o gatilho atual da valorização vem do fluxo estrangeiro, que não costuma priorizar papéis de menor liquidez.

Werner acrescenta uma camada adicional à análise ao destacar o papel dos juros.

“Juros são um fator importante para as small caps. Algumas empresas já anteciparam, no setor de construção, educação, algumas empresas ligadas ao consumo”, afirmou.

Segundo ele, uma combinação de queda de juros no Brasil e no exterior pode ampliar o fluxo para emergentes e beneficiar empresas menores no mercado local. Segmentos como indústria e negócios que ficaram mais à margem podem reagir caso esse cenário se confirme.

Ao mesmo tempo, o gestor diferencia essa dinâmica da observada em papéis como Vale e Petrobras. Para ele, nesses casos, o movimento está mais associado ao fluxo global do que à discussão doméstica de juros.

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Timing exige seletividade

Na prática, os analistas indicam que ainda pode haver oportunidades em ações de menor capitalização, mas o investidor deve considerar que o rali atual tem características específicas: dependência de capital externo e sensibilidade elevada a mudanças no cenário internacional.

Além disso, pesa o risco de antecipação excessiva em alguns papéis mais ligados à expectativa de queda da Selic, o que aumenta a importância do timing e da seletividade.

Se o Ibovespa B3 confirmar o avanço rumo aos 200 mil pontos e o fluxo continuar, pode haver espaço para uma rotação gradual nas carteiras. Caso contrário, empresas de maior porte tendem a seguir como porto mais seguro em momentos de maior volatilidade.

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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