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Raízen intensifica negociações com credores após reuniões em NY e discute mudanças na gestão

Publicado 14/04/2026 • 08:21 | Atualizado há 5 horas

KEY POINTS

  • Segundo agências internacionais, negociações envolvem troca de dívida por participação acionária.
  • Reuniões em Nova York expuseram pressão por aportes e resistência de Shell e Cosan.
  • Companhia busca acordo antes de 6 de junho para evitar recuperação judicial.

A Raízen acelerou as negociações com credores para reestruturar sua dívida após uma série de reuniões intensas em Nova York, em um processo que envolve a conversão de parte do passivo em participação acionária e pode alterar de forma relevante a estrutura de controle e a gestão da companhia, segundo agências internacionais.

Durante os encontros, os credores pressionaram por maior compromisso financeiro dos acionistas controladores, mas Shell e Cosan resistiram a ampliar os aportes além do que já havia sido sinalizado. A Shell concordou, em março, em investir R$ 3,5 bilhões, enquanto o fundador da Cosan, Rubens Ometto, se comprometeu com um aporte de R$ 500 milhões.

A proposta em discussão inclui a possibilidade de troca de dívida por equity, o que pode resultar em diluição significativa das atuais controladoras, dependendo dos termos finais de um eventual acordo.

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As tratativas também envolvem alternativas para reforço de capital, ajustes na estrutura financeira e potenciais mudanças na condução dos negócios, diante das pressões sobre o caixa e do elevado endividamento.

Reorganização

A companhia busca uma solução fora do Judiciário após ter protocolado, em março, um pedido de recuperação extrajudicial, com uma dívida próxima de R$ 65 bilhões. O objetivo é fechar um acordo com credores antes do prazo legal de 6 de junho, quando precisa apresentar um plano, evitando recorrer à recuperação judicial.

O quadro financeiro reflete a combinação de juros elevados, investimentos ainda sem retorno e dificuldades operacionais nos negócios de açúcar e etanol, fatores que pressionaram a geração de caixa.

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Negociações

Em alguns cenários analisados, credores podem ampliar sua participação na empresa e ganhar espaço na governança, como parte de um eventual acordo de reestruturação.

A Bloomberg informou que as discussões incluem a conversão de dívida em ações como forma de reequilibrar a estrutura de capital, além de possíveis mudanças no nível de participação dos atuais acionistas.

Em nota enviada ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Shell afirmou apoiar a decisão da gestão da Raízen de entrar com o pedido de recuperação extrajudicial, classificando a medida como “prudente e necessária” para envolver as partes nas soluções para os desafios financeiros da companhia.

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A empresa reiterou a proposta de investir R$ 3,5 bilhões como parte de uma solução estrutural e afirmou que seguirá trabalhando com a liderança da Raízen para assegurar o futuro de longo prazo do negócio.

As negociações seguem em andamento, sem definição pública sobre os termos finais, enquanto o mercado acompanha os possíveis impactos sobre a estrutura societária da companhia.

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