Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ibovespa tem melhor resultado da história corrigido pela inflação; último recorde foi em 2008
Publicado 14/04/2026 • 21:20 | Atualizado há 7 meses
Microsoft planeja reduzir parcerias com empresas de neocloud em meio a sinais de desaceleração nos investimentos em infraestrutura de IA
Suspeito de espionagem da OpenAI se declara inocente
Trump anuncia Stephen Miller como substituto de Susie Wiles no cargo de chefe de gabinete da Casa Branca
Falsas ameaças de bomba provocam repetidos transtornos em voos pela Europa nesta semana
OpenAI manterá investimentos em data centers de IA apesar do resultado das eleições, diz CFO
Publicado 14/04/2026 • 21:20 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Reprodução/Canva
O Ibovespa operava em leve alta nesta sexta-feira (6), enquanto as ações da Vivara registravam queda.
O Ibovespa atingiu, nesta terça-feira (14) um novo marco ao superar sua máxima histórica ajustada pela inflação, algo que não ocorria desde 2008. O movimento indica que, pela primeira vez em quase duas décadas, o índice voltou ao mesmo nível real — corrigido pelo IPCA — observado no pico anterior.
Ao longo do dia, o índice chegou a 199.355 pontos na máxima e encerrou aos 198.773 pontos, em alta de 0,39%. O recorde anterior, registrado em 20 de maio de 2008, aos 73.517 pontos, corresponde hoje a cerca de 198.946 pontos quando atualizado pela inflação até março.
A superação desse patamar marca o fim de um ciclo prolongado, que incluiu a crise financeira global da bolha imobiliária, a recessão doméstica entre 2015 e 2016 e os efeitos da pandemia de Covid-19. O ponto mais baixo desse período ocorreu em janeiro de 2016, quando o índice recuou a 62.970 pontos em termos reais.
“Na prática, o que estamos vendo é uma reprecificação. O mercado brasileiro vinha sendo negociado com desconto relevante por conta de incertezas fiscais, juros altos e um ambiente mais volátil. À medida que surgem sinais de maior previsibilidade, mesmo que ainda limitados, o investidor volta a olhar para esses ativos”, explica Leonardo Baldez, economista e fundador do Grupo ISF Soluções Financeiras.
Baldez explica que o patamar recorde em termos reais gera uma comparação com 2008 inevitável, mas que precisa ser feita com critério. Ele lembra que, naquele momento, o Brasil estava inserido em um ciclo global muito favorável: a economia chinesa crescia a taxas elevadas e puxava a demanda por commodities, o que beneficiava diretamente empresas brasileiras de mineração, petróleo e agronegócio.
Ao mesmo tempo, havia um excesso de liquidez no mundo. Os juros nas economias desenvolvidas eram baixos e o investidor estrangeiro buscava retorno em mercados emergentes, como o Brasil. Esse fluxo ajudou a impulsionar a bolsa de forma acelerada.
“O problema é que aquele movimento era muito dependente desse cenário externo”, ele diz. Quando veio a crise financeira internacional do subpprime, motivada pelo estouro de uma bolha imobiliária nos EUA e a subsequente quebra de grandes instituições financeiras, esse capital saiu rapidamente e o mercado sofreu uma correção forte. “Ou seja, havia crescimento, mas com uma base menos sustentável diante de choques”, explica o especialista.
Hoje, entretanto, o cenário é bastante diferente. Baldez explica que o País ainda convive com juros elevados, interna e externamente, mas o mercado já começa a trabalhar com a expectativa de queda ao longo do tempo. Isso muda a lógica de alocação de recursos à medida em que a bolsa volta a ganhar espaço como alternativa, principalmente se houver confirmação desse ciclo de afrouxamento monetário.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCOutro ponto importante é a composição do próprio Ibovespa, que tem uma participação maior de empresas ligadas ao consumo interno, serviços e outros setores menos concentrados em commodities. Isso faz com que o desempenho da bolsa dependa mais da dinâmica da economia doméstica, como renda, emprego e acesso ao crédito, diz.
“Diferente de 2008, não vejo um movimento de euforia generalizada. O mercado hoje está mais seletivo. Nem todas as empresas sobem da mesma forma, e há uma diferenciação clara baseada em fundamentos, geração de caixa e governança”, afirma.
Apesar do recorde em moeda local, o índice ainda não recuperou seu pico em dólares. Em maio de 2008, o Ibovespa alcançou 44.616 pontos nessa métrica. Atualmente, está ao redor de 39.284 pontos, o que implica necessidade de valorização adicional de aproximadamente 13,57% para atingir aquele nível.
O avanço recente tem sido sustentado principalmente pelo fluxo estrangeiro. Em março, investidores internacionais aportaram R$ 11,9 bilhões na bolsa brasileira, maior volume para o mês desde 2022, quando houve entrada de R$ 21,4 bilhões. Em 2026, os ingressos somam R$ 26,4 bilhões em janeiro, R$ 15,3 bilhões em fevereiro e R$ 11,9 bilhões em março. Nos dez primeiros dias de abril, o fluxo já alcança R$ 14 bilhões, elevando o saldo acumulado no ano para R$ 67,3 bilhões. Os estrangeiros responderam por 62,1% do volume negociado em março.
O ambiente externo também contribuiu para o desempenho. A perspectiva de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã reduziu a aversão ao risco global e pressionou o preço do petróleo, aliviando expectativas inflacionárias. Paralelamente, a busca por diversificação internacional favoreceu mercados emergentes, incluindo o Brasil, que ainda se beneficia de sua condição de exportador líquido de commodities.
No plano doméstico, a valorização dos ativos também é apoiada pela queda do dólar e pela reprecificação de risco. Ainda assim, parte relevante do movimento depende do fluxo externo, o que tende a tornar a trajetória mais sensível a mudanças no cenário internacional. Sem uma melhora mais consistente dos fundamentos, como crescimento de lucros corporativos, a sustentação do índice em níveis mais elevados pode permanecer vulnerável a oscilações.
“Para frente, existem três fatores principais que vão direcionar o comportamento do Ibovespa. O primeiro é a trajetória da taxa de juros no Brasil, que influencia diretamente o fluxo entre renda fixa e variável. O segundo é o cenário internacional, especialmente as decisões de política monetária nos Estados Unidos. E o terceiro é a questão fiscal, que ainda é um ponto de atenção relevante”, conclui Baldez.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Celular de Vorcaro tem 316 registros com Moraes e indica possível encontro antes da prisão
2
Antes de virar alvo de operação do Ministério Público do PR, QI Tech já havia sofrido derrota na Justiça em processo sobre pirâmide financeira
3
Fundos ligados à QI Tech entram no radar de operação contra lavagem e sonegação
4
QI Tech, ligada a fundos investigados por lavagem de dinheiro e sonegação fiscal, já foi citada em negociações envolvendo Master e Reag
5
‘Master paraguaio’: Santiago Peña pede mais 72 horas para apresentar defesa em processo de impeachment no Paraguai