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Tarifaço EUA: quase 50% das exportações brasileiras aos EUA não serão tarifadas
Publicado 25/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 25/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 horas
Rodolfo Buhrer/Reuters
Porto de Santos
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) emitiu nesta terça-feira (24) uma nota sobre o impacto, para o Brasil, do fim do chamado tarifaço e da imposição de uma tarifa global de 10% pelos Estados Unidos. O principal destaque é que quase 50% das exportações brasileiras ao país não serão tarifadas.
Segundo o ministério, o equivalente a 46% (US$ 17,5 bilhões) das exportações brasileiras para os EUA em 2025 — desconsideradas eventuais sobreposições com produtos enquadrados na Seção 232 — passa a não ter nenhuma tarifa adicional, devido às exceções previstas na medida publicada na sexta-feira (20).
A Seção 232, prevista na Lei de Expansão Comercial de 1962, permite a imposição de tarifas por razões de segurança nacional, com base em investigações do Departamento de Comércio dos Estados Unidos.
Antes das mudanças recentes, cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano estavam sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%.
Com as novas Ordens Executivas, estimativas do governo brasileiro indicam que, excluindo possíveis sobreposições com a Seção 232, cerca de 25% (US$ 9,3 bilhões) das exportações brasileiras passam a ser afetadas pela tarifa de 10% (ou 15%).
“Com o novo regime, esses produtos passam a enfrentar a mesma tarifa aplicada aos demais países”, afirmou o MDIC.
Mais cedo, a Casa Branca confirmou a adoção da tarifa global de 10% sobre as importações, em caráter temporário. A medida foi baseada na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, que autoriza tarifas de até 15% por um período máximo de 150 dias, salvo extensão pelo Congresso.
O governo dos EUA afirmou que a decisão busca enfrentar desequilíbrios no balanço de pagamentos, após decisão desfavorável à gestão republicana na Suprema Corte.
O MDIC destacou que o novo regime tarifário amplia a competitividade da indústria brasileira no mercado norte-americano.
Entre os setores beneficiados estão:
Esses segmentos deixam de enfrentar tarifas de até 50% e passam a competir com alíquotas de 10% (ou 15%), em condições mais equilibradas com outros países.
No setor agropecuário, produtos como pescados, mel, tabaco e café solúvel também passam a ter redução tarifária, migrando de 50% para 10% (ou 15%).
O governo brasileiro destacou ainda a exclusão das aeronaves das novas tarifas, classificando a medida como uma das principais novidades do regime.
O setor passa a contar com alíquota zero para entrada nos Estados Unidos — antes fixada em 10%. As aeronaves foram o terceiro principal item de exportação brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com alto valor agregado e conteúdo tecnológico.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 82,8 bilhões, alta de 2,2% em relação ao ano anterior.
O MDIC ressaltou que os dados são estimativas, podendo sofrer variações. Além disso, a aplicação das tarifas nos Estados Unidos depende de critérios adicionais, como destinação e uso final dos produtos, o que pode alterar a alíquota efetiva aplicada.
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