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CPI do INSS: “Temos um cadáver a ser exumado”, diz Rogério Marinho sobre a necessidade de quebra de sigilo bancário
Publicado 26/02/2026 • 08:44 | Atualizado há 4 minutos
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Publicado 26/02/2026 • 08:44 | Atualizado há 4 minutos
KEY POINTS
A CPI Mista do INSS entra em uma fase decisiva nesta quinta-feira (26), com a votação de uma lista de 87 requerimentos que ampliam o alcance das investigações sobre fraudes na concessão de benefícios previdenciários. No centro da ofensiva está o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A reunião, marcada para as 9h, será seguida por novos depoimentos considerados estratégicos para a comissão, que já soma mais de 30 encontros e avança sobre um dos maiores escândalos recentes envolvendo o sistema previdenciário brasileiro.
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O requerimento para quebra de sigilo de Lulinha foi apresentado pelo relator da CPI, deputado Alfredo Gaspar, e se baseia em mensagens interceptadas na investigação. Segundo ele, ao ser questionado sobre um pagamento de R$ 300 mil, um dos investigados teria mencionado “o filho do rapaz”, levantando suspeitas de ligação com o filho do presidente.
Além disso, documentos analisados pela CPI indicariam movimentações de cerca de R$ 1,5 milhão entre empresas envolvidas no esquema, classificadas pelo relator como transações sem lastro econômico real.
A inclusão de um nome com peso político nacional eleva a temperatura da investigação e transforma a CPI em um dos principais focos de tensão entre Congresso e governo.
A comissão também pretende analisar operações envolvendo outras pessoas e empresas suspeitas de participação no esquema, incluindo estruturas no exterior usadas para movimentação de recursos e lavagem de dinheiro.
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Após a votação dos requerimentos, a CPI ouvirá três personagens-chave:
• Paulo Camisotti, empresário investigado por participação em descontos indevidos em benefícios
• Edson Araújo, deputado estadual citado em apurações da Polícia Federal
• Cecílio Galvão, advogado que teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades investigadas
Camisotti é filho de Maurício Camisotti, que foi preso sob acusação de envolvimento nas fraudes. Já Galvão aparece como sócio de empresas que prestam serviços a institutos de previdência em diversos estados, ampliando o alcance geográfico das investigações.
A CPI também aprovou a convocação de Léa Bressy Amorim, diretora de Tecnologia da Informação do INSS, considerada peça-chave para esclarecer falhas nos sistemas que permitiram os descontos indevidos.
Segundo parlamentares, entender a estrutura tecnológica é essencial para identificar como o esquema operava e por que não foi detectado antes.
A comissão não está olhando apenas para indivíduos. Parte dos requerimentos inclui a quebra de sigilo de empresas e instituições financeiras suspeitas de participação indireta no esquema.
Entre os alvos estão:
• Banco Master, com análise de operações entre 2015 e 2025
• Pay Brokers EFX, ligada a facilitação de pagamentos
• Foliumed Brasil, empresa do setor farmacêutico
A suspeita é de que essas estruturas tenham sido usadas para operacionalizar descontos irregulares, ocultar fluxos financeiros e dar aparência legal a transações suspeitas.
Outro ponto de atenção envolve a empresária Danielle Miranda Fontelles, apontada como responsável por estruturas internacionais de movimentação de recursos, o que pode indicar um nível de sofisticação mais elevado no esquema.
Para o mercado, o avanço da CPI levanta um alerta relevante: fraudes em larga escala no sistema previdenciário afetam diretamente a confiança institucional e o ambiente de negócios, especialmente quando envolvem estruturas financeiras complexas.
À medida que a comissão cruza dados bancários, fiscais e societários, a expectativa é que novas conexões surjam, ampliando o escopo de responsabilização.
O que está em jogo agora vai além de casos isolados. A CPI tenta responder uma pergunta central: como um sistema que movimenta bilhões permitiu a atuação de estruturas suspeitas por tanto tempo sem controle efetivo.
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