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Brasil avança no mercado de cosméticos do Canadá e mira US$ 5 milhões em exportações
Publicado 27/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 27/02/2026 • 08:20 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Imagem criada com AI generativa
O mercado canadense virou um novo alvo estratégico para a indústria brasileira de cosméticos. Em um cenário global cada vez mais competitivo, empresas do setor de higiene pessoal, perfumaria e beleza encontraram no país um hub de crescimento com alto valor agregado.
Os números mostram que o movimento não é pontual. As exportações brasileiras para o Canadá saltaram de US$ 2,1 milhões em 2023 para US$ 4,7 milhões em 2025, e a projeção é alcançar US$ 5 milhões até o fim de 2026, segundo estimativas da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).
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O avanço começou a ganhar força após uma missão empresarial realizada em 2023, organizada pela CCBC, em parceria com a ABIHPEC e a ApexBrasil, dentro do projeto Beautycare Brazil.
Desde então, o fluxo comercial entrou em trajetória de crescimento consistente.
Em 2024, as exportações somaram US$ 4,1 milhões. Já em 2025, houve novo salto para US$ 4,7 milhões, consolidando um ciclo de expansão que vai além de uma oportunidade pontual.
O que chama atenção é a mudança de perfil. O crescimento deixou de ser concentrado e passou a refletir uma estratégia mais estruturada de internacionalização, com diversificação de empresas e produtos.
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Dentro desse movimento, um segmento se destaca: preparações capilares.
As vendas dessa categoria cresceram de US$ 511 mil em 2023 para US$ 932 mil em 2025, uma alta acumulada de 82,5%. Apenas entre 2024 e 2025, o avanço foi de 38%.
Hoje, os produtos capilares já representam cerca de 20% das exportações brasileiras para o Canadá, sendo o segundo maior grupo embarcado.
O dado indica um comportamento típico de mercados em maturação: primeiro entra o portfólio mais competitivo, depois vem a diversificação.
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Se existe um fator que explica o interesse do mercado canadense, ele está na mudança de comportamento do consumidor.
O Canadá vem ampliando a demanda por produtos com posicionamento sustentável, natural e cruelty-free, um território onde o Brasil tem vantagem competitiva.
Segundo dados de mercado, o segmento de cosméticos naturais no país movimentou cerca de C$ 95 milhões em 2025 e pode chegar a C$ 138 milhões até 2030.
Além disso, entre 62% e 73% dos consumidores canadenses afirmam pagar mais por produtos sustentáveis.
Na prática, isso conecta diretamente com a proposta de valor brasileira: biodiversidade, ingredientes naturais e narrativa ESG.
É o tipo de combinação que hoje funciona quase como um “premium digital” no consumo global.
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O avanço no Canadá também faz parte de uma estratégia maior do setor.
As exportações totais brasileiras de cosméticos superaram US$ 1,061 bilhão no último ano, com crescimento da produção de 20,1% em 2025, segundo dados da ABIHPEC.
A ideia agora é reduzir a dependência da América Latina e avançar em mercados mais exigentes e com maior poder de compra. O Canadá surge como porta de entrada para esse reposicionamento.
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O movimento começou de forma estruturada em 2023, quando nove empresas brasileiras participaram de uma missão comercial em Toronto.
Além de reuniões com distribuidores, foi realizado um showroom coletivo para apresentar produtos a compradores locais. O resultado aparece no médio prazo.
Empresas relatam que clientes captados na época seguem ativos, ainda que com volumes moderados, indicando construção gradual de mercado, um padrão típico de internacionalização sólida.
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O mercado canadense é altamente regulado, o que eleva a barreira de entrada. Por outro lado, oferece um ambiente previsível para negócios.
Segundo a CCBC, o desafio está na adaptação às normas técnicas e sanitárias. Mas, uma vez superado, o país se torna um destino estratégico de longo prazo.
A agenda do setor agora passa por reduzir barreiras não tarifárias e harmonizar regulamentações, o que pode acelerar ainda mais as exportações.
Outro vetor de crescimento vem do consumo masculino, especialmente em skincare, higiene e produtos com posicionamento neutro.
Esse movimento amplia o mercado e cria novas frentes para marcas brasileiras.
No cenário global, o setor de cosméticos já movimenta US$ 354,7 bilhões e deve crescer cerca de 6,6% ao ano até 2032.
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