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Raízen pode receber R$ 5,5 bilhões; entenda a articulação envolvendo Cosan e Shell
Publicado 27/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 27/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: divulgação/Raízen
Raízen
A Raízen pode receber até R$ 5,5 bilhões em novos aportes de seus acionistas em meio a uma ampla articulação financeira conduzida por Cosan e Shell para reforçar o caixa da companhia.
A movimentação ocorre no primeiro trimestre de 2026, após a empresa registrar prejuízo bilionário entre outubro e dezembro de 2025 e ver sua dívida crescer.
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Essa estratégia busca estabilizar a estrutura de capital, reduzir o endividamento e evitar uma recuperação judicial em um momento de forte pressão sobre a liquidez, segundo publicado pelo Private Equity Insights.
A crise ganhou dimensão pública com a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do ano safra 2025/2026. No período, a companhia acumulou prejuízo líquido de R$ 15,645 bilhões, com baixa contábil de R$ 11,1 bilhões. No acumulado anual, a dívida líquida chegou a R$ 55,322 bilhões, equivalente a 43,4%.
Segundo publicado por Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a direção atribuiu o cenário à deterioração do crédito, destacando o rebaixamento das avaliações corporativas por agências nacionais e internacionais. O movimento encareceu o custo da dívida e ampliou a pressão sobre o balanço.
Leia também: Raízen: saiba mais sobre empresa e os riscos de uma possível recuperação judicial
No mercado secundário, títulos emitidos no exterior passaram a ser negociados a cerca de 30% do valor de face, um desconto próximo de 70%, sinalizando percepção elevada de risco e expectativa de renegociação.
Diante do quadro, Shell e Cosan intensificaram negociações para injetar novos recursos na joint venture. Os acionistas discutem um aumento de capital entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões.
Dentro desse intervalo, a Shell poderia aportar entre R$ 1,5 bilhão e R$ 3,5 bilhões, enquanto a Cosan avalia contribuição de R$ 1 bilhão. O fundador da Cosan, Rubens Ometto, estuda investir mais R$ 500 milhões.

Somados os valores máximos indicados, o reforço pode alcançar R$ 5,5 bilhões. O objetivo imediato é reduzir o endividamento e melhorar indicadores financeiros que hoje limitam a capacidade de investimento da companhia.
Paralelamente, fundos de private equity administrados pelo Banco BTG Pactual negociam a aquisição de participação relevante no braço de distribuição de combustíveis por cerca de US$ 1,05 bilhão. A operação integra um redesenho estrutural mais amplo.
O plano em discussão prevê a separação da unidade de produção de açúcar e etanol, chamada Raízen Energia, do segmento de distribuição. A reorganização permitiria isolar riscos e criar alternativas para a entrada de novos investidores.
Cerca de 35% da dívida pode ser convertida em ações, reduzindo o passivo financeiro e diluindo a participação atual dos sócios. A combinação entre venda de ativos, conversão de dívida e emissão de novas ações abriria espaço para saídas negociadas com credores e detentores de bonds.
Leia também: Raízen compra fatia da Sumitomo e assume biomassa
O UBS BB Investment Bank já havia estimado que a empresa poderia necessitar de R$ 20 bilhões a R$ 25 bilhões em capital adicional para restabelecer a estabilidade plena, o que indica que os aportes em discussão representam apenas parte do esforço de reequilíbrio.
Apesar da pressão do mercado, a avaliação predominante é de que a recuperação judicial não está prevista. A companhia negocia soluções privadas com credores e busca alternativas consensuais para alongar prazos e reorganizar compromissos.
Em teleconferência recente, o CEO afirmou que a prioridade é reduzir o endividamento e preservar a competitividade no longo prazo. Segundo ele, a solução precisa ser estruturante e definitiva.
A empresa reconhece que a liquidez atual é robusta, mas insuficiente para sustentar uma transformação operacional profunda sem reforço de capital.
A eventual entrada de fundos ligados ao BTG evidencia participação do capital privado em reestruturações complexas no Brasil, especialmente em setores intensivos em infraestrutura e energia.
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Para a Raízen, o sucesso da articulação dependerá da capacidade de equilibrar interesses de acionistas, credores e investidores institucionais.
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