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De ouro a dólar: conflito entre EUA e Irã tem ‘grande potencial de gerar inflação’ e afetar investimentos
Publicado 01/03/2026 • 20:58 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 01/03/2026 • 20:58 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã se intensificou neste domingo (1), despertando preocupações para o mercado global. O fechamento prolongado do Estreito de Ormuz e as recentes falas do presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sobre a continuação dos ataques, preocupam os investidores, que adotam uma postura de aversão a riscos.
Sobre os impactos desse conflito, Guilherme Barbosa, CEO da API Capital, fala em entrevista exclusiva para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que se pode esperar uma queda generalizada das bolsas na abertura de mercado desta segunda-feira (2).
“Quando se tem conflitos, ainda mais dessa magnitude, envolvendo a quantidade de países que já está envolvendo, o investidor tende a fugir do risco. Isso significa vender bolsa”, explicou ele.
Além disso, com base em dados históricos da reação dos mercados após grandes conflitos, ele também prevê um fortalecimento do dólar e uma valorização do ouro.
“Então, eu acho que a bolsa, a gente pode esperar essa queda, por causa desse momento de aversão a risco. E no câmbio, dólar se valorizando frente às diversas moedas do mundo. Historicamente, é isso que acontece.”
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O executivo também aponta que uma volatilidade no petróleo e o aumento para a casa dos US$ 100 por barril, segundo estimativas, não devem ser um fator decisivo para uma recuada de Donald Trump. Como explica ele, a capacidade de produção dos Estados Unidos não deve ser tão pressionada pela mudança no preço.
Também sobre o aumento dos preços de petróleo e outras commodities, Barbosa afirma que no primeiro momento, “esses ativos devem subir de preço até entender qual vai ser o impacto na cadeia de suprimentos e na duração desse conflito”.
Barbosa também aponta que esta aversão ao risco deve impactar as bolsas brasileiras, já que os investidores estrangeiros tendem a vender as bolsas de países emergentes frente a períodos de grande incerteza.
Com a possível prolongação do conflito, os investidores preferem “fugir para a segurança”, o que envolve “a venda de papéis emergentes”.
“Ela [a compra de papéis] não acontece especificamente comprando empresa A, B ou C brasileira. Eles compram isso via cesta de ações. Eles compram o Ibovespa, eles compram algum fundo que envolve emergentes e que o Brasil também está envolvido e agora a tendência é que eles vendam”, explica.
Além disso, ele opina que devemos esperar um impacto inflacionário devido à valorização do dólar e, consequentemente, de outros ativos. No primeiro momento, o câmbio deve ser o mais impactado, mas se o conflito se prolongar, ele “começa a refletir na economia como um todo”.
“Sem dúvida, tem um grande potencial de causar inflação e até impactar a gente aqui, que tem vindo de uma trajetória um pouco mais benigna”, afirma.
Sobre os impactos da alta do petróleo para o Brasil, Barbosa explica que a questão envolvendo o Estreito de Ormuz não deve impactar o país no suprimento direto. Porém, como os Estados Unidos são um dos principais fornecedores de diesel para o Brasil, a questão do fornecimento global pode chegar aqui.
“Agora, se isso se estende por muito mais tempo, se de fato fecha o Estreito, se de fato existe algum rompimento de aliança, aí sim a gente pode esperar por impactos mais duradouros aqui.”
De acordo com ele, algumas destas questões ainda são difíceis de serem previstas e o impacto real dos ataques dos Estados Unidos ao Irã vai depender de diversos fatores, mas, principalmente, da duração do conflito.
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