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Trump mudou rumo da disputa entre Netflix e Paramount pela Warner, diz analista
Publicado 03/03/2026 • 18:09 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/03/2026 • 18:09 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi um fator decisivo para o desfecho que favoreceu a Paramount na disputa pela compra da Warner. É o que avalia o analista de negócios do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Guilherme Ravache.
“A gente sabia que o Trump seria um fator importante para eventualmente virar esse jogo”, afirmou Ravache. Para ele, os sinais mais recentes reforçam a tese de que a influência política pesou na reta final da negociação. “O Trump foi, sim, decisivo nessa conclusão, nesse desfecho dessa novela entre Netflix, Warner e Paramount”.
Ravache lembra que a oferta da Netflix chegou a ser defendida pela Warner e pela diretoria da empresa, mas começou a perder força diante do risco regulatório e da pressão política em Washington.
O analista destacou ainda o momento em que a Netflix decidiu sair da disputa. “No mesmo dia que o Ted Sarandos e a Netflix comunicam ao mercado que eles estão desistindo de concorrer pela Warner, ele esteve em Washington e se reuniu com representantes do Trump”.
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De acordo com Ravache, relatos que circularam na imprensa indicaram que Ted teria ouvido do ex-presidente que “o Sarandos não deveria pagar a mais do que valia a Netflix”. Pouco depois, a Paramount apresentou uma oferta maior.
Na análise, o pano de fundo político também envolve a estrutura de controle da Paramount. Ravache ressaltou a proximidade entre Larry Ellison e Trump ao comentar que “o pai do David Ellison é o Larry Ellison, fundador da Oracle” e que Ellison “já doou diversas vezes para as campanhas do Trump, é um aliado muito próximo do Trump”. Ele citou ainda o movimento recente do empresário de adquirir uma casa próxima a Mar-a-Lago. “Vai se tornar vizinho do Trump agora.”
Ravache também relacionou o desfecho ao ambiente regulatório mais permissivo para grandes transações e à força política de aliados do ex-presidente. “Dá ainda mais a sensação de que o vencedor foi aquele que o Trump queria”, disse, ponderando que não dá para afirmar que houve uma ordem explícita. Ainda assim, ele avaliou que “dificilmente algum órgão regulador vai comprar essa briga”.
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O acordo foi assinado, mas ainda depende de aprovação de órgãos reguladores nos Estados Unidos e em outros países. Ravache afirmou que, neste momento, a chance de o negócio não avançar parece concentrada na parte financeira.
Ele destacou que a Paramount aceitou uma multa de US$ 7 bilhões caso a transação não seja aprovada e que, se não concluir o negócio até o início de 2027, teria de pagar US$ 650 milhões a cada três meses aos acionistas da Warner. Isso, na leitura do analista, sinaliza o nível de confiança da compradora.
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