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No GPA, a fila do caixa está cheia de credores
Publicado 04/03/2026 • 11:36 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/03/2026 • 11:36 | Atualizado há 2 meses
Nos últimos 12 meses, a dívida líquida do Grupo Pão de Açúcar aumentou quase 50% para R$ 2,08 bilhões. A alavancagem (relação da dívida líquida frente ao Ebitda) saltou de 1,6x ao fim de 2024 para 2,4x após 12 meses. O problema maior, no entanto, é encontrado quando esse passivo é detalho.
O maior risco para a operação está na dívida de curto prazo, aquela que tem vencimento no período de 12 meses. Os passivos desta categoria dobraram no último ano e atingiram R$ 1,7 bilhão.
Isso preocupa porque caso o Grupo Pão de Açúcar não tenha capacidade para pagar seus compromissos, essas dívidas precisarão ser renegociadas com taxas pouco atrativas para o negócio. Um cenário de taxa Selic em 15% ao ano também joga contra o negócio neste momento.
Em maio, por exemplo, o Grupo Pão de Açúcar terá que pagar R$ 450 milhões para o Itaú. Esse valor faz parte das dívidas de curto prazo. Ainda que R$ 260 milhões possam ser abatidos pela venda da participação do GPA na FIC com o próprio Itaú, há questionamentos sobre com o restante da dívida será quitada.
Nesta quarta-feira (4), o GPA disse em nota que suas operações estão saudáveis e que as negociações que atualmente estão em curso com os credores têm como objetivo único reforçar a liquidez da companhia. De acordo com um fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários, o GPA afirmou que contratou assessores financeiros para conduzir as tratativas.

É um recado para tranquilizar os investidores após a própria empresa alertar em seu balanço financeiro do quarto trimestre sobre “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”.
No pregão de ontem, as ações do GPA despencaram 18%. Além do caos no mercado financeiro devido aos acontecimentos no Oriente Médio, o papel sofreu pressão devido ao fato de que a companhia apresentou um pedido de tutela cautelar para o bloqueio de ações detidas pela Casino. As duas companhias brigam judicialmente em um processo envolvendo recolhimento de impostos.
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