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A estratégia de Bradesco e Itaú por trás das compras de carteiras do BRB
Publicado 16/04/2026 • 10:57 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 16/04/2026 • 10:57 | Atualizado há 3 meses
Reuters
BRB
Bradesco e Itaú compraram carteiras de empréstimos concedidos pelo BRB. A operação se dá em relação aos empréstimos feitos para estados e municípios.
De acordo com comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira (15), o Bradesco afirmou que realizou a operação de compra em consórcio igualitário com o Itaú Unibanco.
Na terça-feira (14), o jornal Correio Braziliense havia publicado que os dois bancos teriam negociado a aquisição de R$ 1 bilhão em carteiras de empréstimos. O Bradesco negou que tenha sido este o valor e afirmou que se trata de um montante menor – mas não revelou a cifra.
O Bradesco também reportou que a transação conta com o aval da União e que parte do negócio já foi devidamente liquidado.
O banco relatou que a “transação e o respectivo retorno esperado não são considerados relevantes em relação ao total da carteira de crédito e nem à rentabilidade esperada do Bradesco”.
O Itaú, por sua vez, informou que "uma de suas subsidiárias celebrou instrumento por meio do qual se comprometeu a adquirir, mediante o cumprimento de determinadas condições, certos ativos do Banco de Brasília".
O Itaú confirmou que os valores da transação são "imateriais para a companhia".
A ideia de adquirir as carteiras de crédito do BRB têm motivação financeira. Como relatado pelos dois bancos privados, os empréstimos concedidos contam com aval da União.
Isso permite que o risco de inadimplência seja reduzido, uma vez que os ativos ficam "protegidos" em caso de calote. Há no mercado a expectativa de que o governo federal possa cobrir eventuais problemas.
Esses ativos, então, são vistos pelos bancos como seguros e com rentabilidade previsível, o que permite que Itaú e Bradesco ampliem suas carteiras sem que exista uma elevação radical no risco.
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