Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Amazon quer competir com a SpaceX (mas longe dos foguetes)
Publicado 02/04/2026 • 08:42 | Atualizado há 7 meses
OpenAI negocia captação de US$ 30 bilhões e prepara abertura de capital em 2027
Elon Musk investe cerca de US$ 1 bilhão na Skydance
Barclays planeja cortar 5 mil empregos com avanço da inteligência artificial
CEO da Nvidia diz que demanda por neoclouds está “nas alturas”, mas falta capital
Anthropic anuncia prévia do Claude Duet, agente pessoal de IA para competir com Muse e Dots
Publicado 02/04/2026 • 08:42 | Atualizado há 7 meses
Durante as primeiras duas décadas dos anos 2000, a Amazon adotou a diversificação como palavra-chave de seu negócio. Foi nesse período que a companhia expandiu para além do e-commerce e passou a investir em serviços de streaming, computação em nuvem e até no setor de saúde.
Agora, sob o comando de Andy Jassy, a empresa volta a intensificar a estratégia adotada por Jeff Bezos. Desta vez, o foco está no setor de telecomunicações — mais precisamente na possível aquisição da Globalstar, empresa de satélites que pode ser comprada em uma transação superior a US$ 9 bilhões.
Se conseguir concluir o negócio, a Amazon deve se tornar uma dor de cabeça para Elon Musk. Isso porque a Globalstar atua no mesmo mercado da Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX,
A estratégia da Amazon envolve utilizar a expertise da Globalstar para impulsionar sua própria rede de satélites, conhecida como Amazon Leo. Atualmente, a operação conta com pouco mais de 200 satélites, enquanto a Starlink já possui mais de 10 mil equipamentos em órbita.
No entanto, a Globalstar não deve impactar diretamente o número de satélites da Amazon Leo, já que possui apenas cerca de 25 unidades em operação. O principal interesse da aquisição está nos contratos que a empresa mantém para operar globalmente.
Trata-se de acordos burocráticos e regulatórios que envolvem direitos de uso de espectro, autorizações nacionais e coordenação internacional. Esses contratos são considerados difíceis de obter e podem levar anos para serem aprovados. Em outras palavras, a Amazon pode encontrar na Globalstar um atalho estratégico para expandir sua atuação global.
Ainda assim, a competição com a SpaceX não será fácil. Vale lembrar que a companhia de Elon Musk pretende protocolar seu pedido de IPO nos próximos dias. A expectativa é de que a empresa levante US$ 75 bilhões em sua oferta inicial de ações.
As negociações ainda estão em andamento e devem levar mais algumas semanas para serem concluídas. Amazon e Globalstar não comentaram oficialmente o assunto.
No mercado, as ações da Globalstar dispararam após a notícia circular na imprensa americana. Os papéis acumulam alta de 15% no pré-market desta quinta-feira (2). Nos últimos 12 meses, a valorização se aproxima de 230%.
O possível acordo entre Amazon e Globalstar também interessa diretamente à Apple.
A fabricante do iPhone detém cerca de 20% de participação na Globalstar, após investir aproximadamente US$ 400 milhões na aquisição da fatia, além de aportar mais US$ 1,1 bilhão em funding para expandir a operação.
Isso significa que, caso a Apple decida vender sua participação a preços de mercado, o lucro pode variar entre US$ 300 milhões e US$ 1,4 bilhão, dependendo das condições da transação.
Maiores Audiências
1
GERP: Flávio tem 53 pontos e Lula, 47; distância aumenta a cinco dias das eleições
2
Lula promete tarifa zero a cinco dias do 2º turno, mas não detalha como bancar custo bilionário
3
DECISÃO 2026: Flávio tem 50,7% e Lula 49,3% dos votos válidos, mostra pesquisa Veritá
4
Mega-Sena: prêmio supera R$ 200 milhões no concurso 3.073; confira o resultado
5
PESQUISA QUE ACERTOU PRIMEIRO TURNO: Flávio tem 53% e Lula 47% dos votos válidos, diz Gerp