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Berkshire Hathaway retoma recompra de ações; CEO Greg Abel compra R$ 79 milhões em papéis
Publicado 05/03/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/03/2026 • 15:40 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O novo CEO da Berkshire Hathaway, Greg Abel, em entrevista à CNBC
A Berkshire Hathaway informou nesta quinta-feira (5) que retomou a recompra de suas próprias ações pela primeira vez desde 2024, enquanto, separadamente, o novo CEO Greg Abel comprou US$ 15 milhões (R$ 79,05 milhões) em papéis da empresa –valor equivalente ao seu salário anual líquido.
Abel disse à CNBC que pretende continuar usando todo o valor de seu salário para comprar ações da Berkshire todos os anos.
O conglomerado com sede em Omaha, Nebraska, revelou em documento regulatório que começou a recomprar ações das classes A e B na quarta-feira. A política declarada da empresa permite recompras sempre que o CEO – após consulta ao presidente do conselho, Warren Buffett – considerar que o preço está abaixo do valor intrínseco da companhia, segundo o relatório anual divulgado no fim de semana.
“Eu certamente conversei com Warren”, afirmou Abel ao programa “Squawk Box”, da CNBC, na quinta-feira. “Então, a forma como abordei isso foi obviamente analisando o valor, formando uma visão sobre o valor intrínseco e consultando Warren em relação ao valor e ao momento da recompra.”
Leia também: A última cartada de Buffett: o investimento estratégico da Berkshire no New York Times
Segundo Abel, normalmente a empresa não divulgaria o início das recompras. “Sentimos que era importante comunicar aos nossos acionistas, parceiros e proprietários, neste momento de transição de liderança”, disse.
Abel, de 62 anos, assumiu o comando no lugar de Buffett, de 95, no início de janeiro. As ações da Berkshire caíram 3% neste ano e 10% desde o recorde registrado em maio passado. Os papéis sofreram pressão no início da semana após a companhia divulgar queda de quase 30% no lucro operacional do quarto trimestre, em grande parte devido à fraqueza no negócio de seguros.
A última vez que a Berkshire recomprou ações foi no segundo trimestre de 2024, e desde então alguns investidores têm pressionado a empresa a utilizar seu caixa de US$ 373,3 bilhões (R$ 1,97 trilhão) de alguma forma.
As ações classe B da Berkshire subiram 1% nas negociações iniciais desta quinta-feira após a divulgação da notícia.
Leia também: Berkshire Hathaway vende quase US$ 2 bilhões em ativos de energia após perdas com incêndios
Em um documento separado, Abel revelou que comprou pessoalmente US$ 15 milhões (R$ 79,05 milhões) em ações da Berkshire. A transação aumenta sua participação pessoal na empresa em um momento em que alguns investidores questionam se o sucessor de Buffett possui “skin in the game” comparável.
Buffett possui cerca de 37,5% das ações classe A da Berkshire e não tem intenção de vender sua participação, exceto para doações filantrópicas. Ele já afirmou anteriormente que o conglomerado representa cerca de 99,5% de seu patrimônio líquido.
“Alinhamento absoluto com nossos acionistas, parceiros e proprietários é fundamental”, disse Abel à CNBC. “Eu já tinha algumas ações, mas o objetivo era continuar demonstrando alinhamento com eles… Como CEO, obviamente acredito na Berkshire, especialmente nesta transição após Warren, e herdei uma empresa com uma base incrível.”
Antes da compra mais recente, Abel, executivo veterano da Berkshire que anteriormente supervisionava as operações não relacionadas a seguros, possuía US$ 164,4 milhões (R$ 866,39 milhões) em ações da empresa, segundo dados da FactSet.
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O CEO afirmou estar comprometido em repetir esse movimento todos os anos com seu salário líquido, enquanto estiver à frente da companhia – período que, segundo ele, espera que seja de “20 anos”.
Desde que assumiu o comando, Abel tem enfatizado a continuidade da filosofia de investimentos de Buffett. Em sua primeira carta anual aos acionistas, divulgada no fim de semana, ele buscou tranquilizar investidores, afirmando que a cultura de conservadorismo financeiro e investimento disciplinado da Berkshire continuará “para sempre”.
Embora alguns investidores tenham ficado animados com a promessa de continuidade nos princípios de Buffett, outros demonstraram frustração pela ausência de movimentos mais ousados no início da gestão de Abel. Os anúncios feitos na quarta-feira podem ajudar a acalmar parte dessas preocupações.
A jornalista Becky Quick, da CNBC, perguntou a Abel o que Buffett e o conselho de administração acharam de seu plano de reinvestir o salário em ações da empresa.
“Ambos foram obviamente muito favoráveis”, respondeu Abel.
Segundo o CEO, eles disseram: “Isso é muito Berkshire.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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