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Frota de drones agrícolas no Brasil cresce dez vezes em quatro anos e chega a 35 mil equipamentos
Publicado 21/04/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/04/2026 • 21:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação: DronePro
Número de drones em operação no Brasil saltou de cerca de 3 mil, em 2021, para 35 mil em 2025
O número de drones agrícolas em operação no Brasil multiplicou por mais de dez vezes em quatro anos. Dados do Ministério da Agricultura mostram que a frota passou de cerca de 3 mil equipamentos em 2021 para 35 mil em 2025, trajetória que posiciona o país entre os mercados de maior expansão da tecnologia no agronegócio global.
O crescimento é puxado por ganhos operacionais concretos. Levantamento técnico da Embrapa aponta que os drones apresentam desempenho equivalente aos métodos tradicionais de pulverização, com volume menor de calda, maior penetração nas plantas e capacidade de operar em áreas inacessíveis para equipamentos terrestres. A pesquisa registrou índices de deposição no terço inferior das plantas até 1,9 vez superiores aos métodos convencionais.
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A adoção da tecnologia deixou de se concentrar em culturas específicas. Pastagens, grãos, açaí, cacau, abacaxi, banana, citros e arroz sequeiro já figuram entre as aplicações em expansão, especialmente em regiões onde o relevo irregular ou a alta pluviosidade limitam a mecanização tradicional.
Entre os fatores que aceleram a adoção estão a redução no consumo de água e insumos, maior segurança para o operador, menor impacto ambiental e a eliminação de perdas por amassamento de plantas, que podem chegar a 7% na soja e 4,8% no arroz em operações mecanizadas convencionais.
A expansão do mercado brasileiro acompanha o movimento global. A DJI Agriculture, divisão agrícola da maior fabricante de drones do mundo, registrava cerca de 400 mil equipamentos em operação no final de 2024, crescimento de 33% em relação ao ano anterior e de 90% desde 2020, com presença em mais de 100 países.

Dentro desse mercado em expansão, uma empresa do interior do Pará ocupa a primeira posição nacional. A DronePro, sediada em Marabá e fundada em 2016, alcançou a liderança na importação de drones agrícolas da DJI em 2025, elevando sua participação de 16,3% para 21,1% do mercado brasileiro, aproximadamente um quarto do total importado no país.
A empresa opera com um centro de distribuição e suporte técnico em Marabá e uma rede de 63 revendas espalhadas pela região Norte. Além da comercialização, atua na formação de operadores, consultoria e relacionamento com universidades como a UFPA e a Universidade do Estado do Pará.
“O drone deixou de ser uma tecnologia experimental para se tornar uma ferramenta dentro da operação agrícola, especialmente em regiões onde a mecanização tradicional enfrenta limitações”, afirma Marcus Lawder, diretor comercial da DronePro.
Os drones comercializados atendem diferentes modalidades de operação no campo: pulverização, distribuição de insumos sólidos e transporte de carga. Os modelos variam conforme a capacidade de carga e o volume do tanque, com linhas como DJI Agras T25P, T70P e T100 entre as opções disponíveis no mercado brasileiro.
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Seguir no GooglePara Lawder, a consolidação do setor passa pelo fortalecimento da base técnica. “A evolução contínua das práticas de aplicação depende de estudos e validações em campo. Esse movimento acompanha o avanço dos equipamentos e a ampliação das aplicações em diferentes culturas”, afirma.
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