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Agronegócio brasileiro enfrenta alerta para 2026 com crédito restrito
Publicado 21/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 21/04/2026 • 23:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A restrição de crédito, o endividamento elevado e a volatilidade nos preços das commodities geram um cenário de alerta para o campo brasileiro em 2026, afirmou Ale Delara, diretor da Delara Agronegócios, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que o setor carrega um fardo financeiro acumulado que pressiona as margens e eleva o custo de capital. “O agronegócio já vive um ano difícil devido ao endividamento e a taxas de juros elevadas, tanto a Selic quanto o spread bancário, que subiu pelo aumento das recuperações judiciais; com custos de produção vindo altos do ano passado, o cenário para o próximo ciclo pode ser ainda pior”, avaliou.
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio adicionou novos riscos, especialmente sobre os insumos básicos necessários para a safra atual e as futuras. “O aumento exagerado no preço do diesel impacta diretamente a colheita da soja e o plantio do milho, enquanto a restrição de matérias-primas como o enxofre, cujo preço quadruplicou, encarece os fertilizantes fosfatados e agrava a situação delicada que levaremos até 2027”, pontuou.
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Siga o Times | CNBCDiante de um Plano Safra considerado insuficiente, o mercado de capitais surge como o principal motor de viabilidade para o produtor rural moderno. “O agronegócio precisa de cerca de R$ 1,3 trilhão para ser viável, e como o governo reduziu o aporte de subsídios em 23%, a maior parte desse capital já é privada, vindo de Fiagros e captações externas em dólar que são mais baratas para os grandes produtores”, explicou.
O diretor também manifestou preocupação com a segurança produtiva frente aos riscos climáticos e à retração dos mecanismos de proteção. “O governo reduziu o aporte para seguros e temos cada vez menos área coberta em um ano de La Niña forte, o que somado à inadimplência recorde em bancos como o Banco do Brasil, indica que o número de recuperações judiciais certamente será maior do que o registrado anteriormente”.
Para mitigar os riscos, a recomendação é o gerenciamento rigoroso das margens de lucro, evitando apostas na valorização futura das commodities. “O produtor não deve apenas comprar o insumo e esperar o preço da soja ou do milho melhorar; é preciso trabalhar bem casado entre o que se gasta e o que se vende, garantindo a margem agora para evitar problemas de inadimplência severos lá na frente”.
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