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Neurocientista aponta ruptura na saúde mental com avanço de psicodélicos em setor bilionário
Publicado 21/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 21/04/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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A transformação das questões da alma em uma categoria comercial bilionária, impulsionada por psicodélicos e inteligência artificial, marca uma ruptura nos paradigmas da saúde mental, afirmou Álvaro Machado Dias, neurocientista e colunista, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que vivemos o ápice de um movimento iniciado há séculos, onde o sofrimento existencial deixou de ser apenas filosófico para ganhar contornos de mercado. “Agora há uma nova explosão de abordagens que redefinem a psiquiatria farmacológica com enteógenos, como psilocibina e DMT, buscando uma conexão superior ou tratamentos que resolvam o problema do paciente de uma única vez, em oposição ao uso contínuo de antidepressivos tradicionais”, destacou.
O avanço desse setor atrai capital massivo ao focar em condições como depressão resistente e estresse pós-traumático, áreas onde a medicina convencional muitas vezes falha. “O mercado tradicional da psiquiatria não atende de maneira satisfatória essa população e surge uma promessa de que o tratamento com psicodélicos pode redefinir a vida, funcionando de forma semelhante a um robô ou uma tecnologia de ponta que executa a solução de forma imediata”, explicou.
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No campo tecnológico, o neurocientista pontuou que a inteligência artificial empática está preenchendo lacunas deixadas pelo declínio das instituições tradicionais no Ocidente. “Empresas como a Replika e a Hume AI explodiram porque atendem a uma população secularizada que, embora menos religiosa, mantém aspirações existenciais e busca nesses avatares um apoio dialógico que preenche o vazio deixado pelas religiões monoteístas”, afirmou.
Além do aspecto existencial, o uso de companheiros virtuais ganha força pelo pragmatismo de usuários que buscam eficiência máxima em suas rotinas de saúde. “Muitas pessoas estão deixando os consultórios de psicologia em prol de pequenas interações com agentes digitais, buscando algo que não tome tempo ou tenha a intrusividade de uma agenda fixa, tratando o bem-estar mental com a lógica do biohacking”.
Por fim, ele destacou como o ambiente corporativo tem adotado essas ferramentas para monitorar e apoiar a saúde dos colaboradores de forma preventiva. “As empresas estão respondendo ao absenteísmo e buscando retenção de talentos através de IAs que identificam situações de estresse, empacotando a vida em redefinições simbólicas dentro dessa nova infraestrutura digital que integra a mente ao mercado”.
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