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Trump diz que Irã deixou de ser “valentão do Oriente Médio” e promete ampliar ofensiva
Publicado 07/03/2026 • 09:44 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/03/2026 • 09:44 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7), em sua rede Truth Social, que o Irã deixou de ser o “valentão do Oriente Médio” e passou a ser “o perdedor da região”, após ataques conduzidos por forças americanas e israelenses. Segundo ele, essa condição pode se prolongar “por muitas décadas”, a menos que o país se renda ou entre em colapso.
De acordo com Trump, a pressão militar teria levado Teerã a pedir desculpas e a prometer que não voltará a disparar contra países vizinhos do Oriente Médio. O presidente afirmou que essa promessa só foi feita por causa do que descreveu como ataques “implacáveis” realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
O líder americano também declarou que o Irã estaria tentando assumir controle sobre o Oriente Médio, objetivo que, segundo ele, teria sido frustrado pelas operações militares conduzidas pelos aliados. Para Trump, o episódio representaria uma derrota inédita do país persa diante de nações vizinhas da região.
Em tom provocativo, o presidente afirmou ainda que autoridades iranianas teriam agradecido diretamente pela ofensiva militar. “Eles disseram: ‘Obrigado, presidente Trump’. Eu respondi: ‘De nada!’”, afirmou.
Trump também fez um alerta de que novas ofensivas podem ocorrer. Segundo ele, o Irã poderá ser atingido “muito duramente”, e áreas e grupos que até agora não estavam entre os possíveis alvos militares passaram a ser considerados para destruição, caso o país mantenha o que classificou como “mau comportamento”.
A declaração foi encerrada com um agradecimento do presidente pela atenção ao tema e assinada como “Presidente Donald J. Trump”.

O presidente Donald Trump ameaçou neste sábado intensificar os bombardeios contra o Irã, enquanto o presidente iraniano Masoud Pezeshkian prometeu que jamais se renderá, apesar de uma nova onda de ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel que incendiaram um aeroporto em Teerã.
Israel confirmou alguns dos maiores bombardeios desde o início da ofensiva aérea contra o Irã no sábado passado, com uma academia militar, um centro de comando subterrâneo e um depósito de mísseis citados como alvos.
Fotos da AFP tiradas antes do amanhecer mostraram fogo e fumaça saindo do Aeroporto Internacional Mehrabad, em Teerã, um dos dois aeroportos que atendem a capital iraniana. “Hoje o Irã será atingido muito duramente!”, publicou Trump em sua plataforma de mídia social Truth Social.
“Estão sob séria consideração para destruição completa e morte certa, por causa do mau comportamento do Irã, áreas e grupos de pessoas que até este momento não eram considerados alvos.”
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian adotou um tom desafiador em discurso transmitido pela televisão estatal, no qual pareceu responder à exigência feita por Trump na sexta-feira de uma “rendição incondicional”.
Leia também: Israel lança nova onda de ataques “em grande escala” e amplia ofensiva militar
Os inimigos do Irã “devem levar para o túmulo o desejo de rendição incondicional do povo iraniano”, respondeu Pezeshkian.
O Irã também respondeu neste sábado, demonstrando que ainda mantém capacidade de lançar mísseis e drones, apesar de sete dias de ataques contínuos contra sua infraestrutura militar.
Houve alertas de ataques aéreos e explosões sobre Jerusalém, além de cidades do Golfo como Dubai e Manama, e próximo a Riad, onde a Arábia Saudita interceptou um míssil balístico disparado contra uma base aérea que abriga militares dos EUA.
Os Emirados Árabes Unidos disseram ter interceptado 15 mísseis balísticos e 119 drones no sábado, mas imagens de vídeo mostraram um projétil atingindo o aeroporto de Dubai, normalmente o mais movimentado do mundo para voos internacionais.
Uma explosão ocorreu ao lado de um prédio do aeroporto e de aviões estacionados perto de um trem em movimento, segundo imagens de celular autenticadas pela AFP.
A Jordânia também acusou o Irã de “atingir instalações vitais” dentro do país com 119 mísseis e drones ao longo da última semana, segundo o porta-voz militar Mustafa Hayari.
Pezeshkian pediu desculpas aos países vizinhos do Golfo, que abrigam importantes bases militares dos Estados Unidos, afirmando que só seriam alvo se seus territórios fossem usados como plataforma para ataques.
A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter disparado contra o petroleiro Prima no Golfo, quando ele tentava atravessar o estreito de Ormuz, um ponto estratégico para o transporte marítimo global que o Irã fechou na prática.
Entrando agora em sua segunda semana, a guerra foi desencadeada por ataques aéreos conjuntos de Israel e dos Estados Unidos no sábado passado, que mataram o líder supremo iraniano Ali Khamenei.
Desde então, o conflito se expandiu para o Líbano, devastado pela guerra, além de Chipre na União Europeia, Turquia e Azerbaijão, e chegou até águas próximas ao Sri Lanka, onde forças dos EUA afundaram um navio de guerra iraniano com um torpedo.
Dentro do Irã, os danos à infraestrutura e a prédios residenciais continuam aumentando, enquanto moradores de Teerã relatam crescente ansiedade e forte presença de forças de segurança nas ruas.
“Não acho que alguém que nunca tenha vivido uma guerra consiga entender”, disse à AFP uma professora de 26 anos, sob condição de anonimato. “Quando você ouve as bombas, não tem ideia de onde elas vão cair.”
Leia também: Por que o Líbano está no centro do conflito entre Israel e Irã
O Ministério da Saúde do Irã informou na sexta-feira que 926 civis morreram e cerca de 6 mil ficaram feridos, números que a AFP não conseguiu verificar de forma independente.
Israel também intensificou seus ataques aéreos contra o Líbano, bombardeando repetidamente e ordenando a evacuação dos subúrbios densamente povoados do sul de Beirute, onde o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, exerce influência.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu neste sábado o presidente libanês Joseph Aoun que o país pagará um “preço muito alto” se não desarmar o Hezbollah.
Comandos israelenses também realizaram uma missão durante a madrugada para tentar recuperar os restos mortais de um navegador desaparecido em 1986, mas a operação não teve sucesso.
O Ministério da Saúde do Líbano informou que ao menos 217 pessoas morreram em ataques aéreos israelenses na última semana, enquanto o primeiro-ministro Nawaf Salam alertou que “um desastre humanitário está se aproximando”.
As consequências do conflito vão além das regiões diretamente atingidas.
Mercados globais de ações caíram, enquanto os preços do petróleo dispararam, com analistas alertando que não há um caminho claro para o fim da guerra, que autoridades dos EUA e de Israel sugerem que pode durar um mês ou mais.
Trump, que apresentou motivações diferentes para o início da guerra, rejeitou novas negociações com Teerã e afirmou na Truth Social na sexta-feira que “não haverá acordo com o Irã, exceto rendição incondicional”.
Trump também prometeu ajudar a reconstruir a economia do país se Teerã colocar alguém “aceitável” para ele no lugar do falecido líder supremo iraniano.
Leia também: Presidente do Irã pede desculpas a vizinhos e promete não atacá-los enquanto EUA e Israel intensificam bombardeios
Amir Saeid Iravani, embaixador do Irã nas Nações Unidas, afirmou que os Estados Unidos não terão qualquer papel na escolha do sucessor de Khamenei.
“A escolha da liderança do Irã ocorrerá estritamente de acordo com nossos procedimentos constitucionais e exclusivamente pela vontade do povo iraniano, sem qualquer interferência estrangeira”, acrescentou.
Embora a retaliação iraniana tenha atingido amplamente o Oriente Médio, China e Rússia, rivais dos Estados Unidos, têm se mantido em grande parte fora do confronto, apesar de suas relações com a República Islâmica.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, manifestou apoio a um cessar-fogo “imediato” durante uma conversa telefônica com Masoud Pezeshkian na sexta-feira, informou o Kremlin.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, disse que Washington “não está preocupado” com relatos de que a Rússia estaria fornecendo inteligência ao Irã sobre posições e movimentos das tropas americanas.
A guerra já matou seis militares dos Estados Unidos, e Trump deve participar neste sábado de uma cerimônia de transferência dos corpos na Base Aérea de Dover, no estado de Delaware.
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