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Israel lança nova onda de ataques “em grande escala” e amplia ofensiva militar
Publicado 07/03/2026 • 08:55 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 07/03/2026 • 08:55 | Atualizado há 1 mês
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Uma nova onda de ataques israelenses atingiu Teerã nesta sexta-feira (6), descrita pelo próprio Exército de Israel como uma ofensiva “em grande escala”. A operação ocorreu logo depois de os militares israelenses informarem que detectaram outra salva de mísseis iranianos em direção a Israel, enquanto a mídia estatal do Irã relatou uma explosão na zona oeste da capital.
No sétimo dia de confrontos, a escalada militar se ampliou com novos ataques registrados no Irã e no Líbano, enquanto Israel declarou que pretende intensificar a ofensiva. Em resposta às operações israelenses, Teerã afirmou ter atingido alvos na cidade de Tel-Aviv, ampliando a troca direta de ataques entre os países.
No sul do Líbano, bombardeios israelenses atingiram várias localidades durante a noite. De acordo com a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), “aviões de guerra inimigos realizaram bombardeios noturnos nas cidades de Srifa, Aita al-Shaab, Touline, Sawana e Majdal Selm”, indicando a ampliação dos ataques na região fronteiriça.
Leia também: Exército de Israel diz não ter encontrado restos mortais de aviador desaparecido em operação no Líbano
As Forças de Defesa de Israel também informaram ter concluído uma grande onda de ataques aéreos em Dahiyeh, área densamente povoada no sul de Beirute e considerada reduto do Hezbollah. Segundo os militares, dez edifícios e diversos centros de comando do grupo foram atingidos, enquanto outro bombardeio teve como alvo a cidade de Dours, no leste do Líbano.
Na capital iraniana, moradores relataram ao menos seis fortes explosões nas regiões central e leste de Teerã. De acordo com a televisão estatal iraniana, os ataques destruíram uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois prédios residenciais, após atingirem diferentes bairros da cidade.
Reportagem do New York Times afirma que imagens de satélite, análises de especialistas, um funcionário americano e dados divulgados pelos exércitos dos Estados Unidos e de Israel indicam que uma explosão que matou dezenas de estudantes iranianas em uma escola, no sábado (28), provavelmente foi causada por ataques aéreos americanos que também atingiram um complexo adjacente associado à Guarda Revolucionária do Irã.
Leia também: Presidente do Irã pede desculpas a vizinhos e promete não atacá-los enquanto EUA e Israel intensificam bombardeios
O episódio, descrito como o ataque com maior número de mortes de civis desde o início da guerra, provocou fortes críticas da ONU e de observadores de direitos humanos, que afirmaram suspeitar da ocorrência de crime de guerra.
Segundo a mídia estatal iraniana, mais de 180 pessoas morreram, entre elas 168 crianças e 14 professores, após a explosão atingir o prédio durante o horário de aulas na Escola Primária Shajareh Tayyebeh.
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