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Presidente do Irã pede desculpas a vizinhos e promete não atacá-los enquanto EUA e Israel intensificam bombardeios
Publicado 07/03/2026 • 07:49 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 07/03/2026 • 07:49 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou neste sábado (7) que seu país não pretende atacar outras nações e pediu desculpas aos vizinhos do Golfo, após uma semana de ataques retaliatórios, enquanto Estados Unidos e Israel mantêm forte pressão militar sobre Teerã.
Ainda assim, Pezeshkian declarou que os Estados Unidos podem “levar seus sonhos para o túmulo” e garantiu que o Irã “não se renderá incondicionalmente”. A declaração foi divulgada pelo canal da agência nacional de notícias do Irã no Telegram.
“Peço desculpas aos países vizinhos”, disse Pezeshkian. “Não pretendemos invadir outros países. Vamos deixar de lado divergências, preocupações e ressentimentos. Hoje precisamos defender nosso próprio território para tirar o Irã desta crise com dignidade.”
Os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continuaram neste sábado, uma semana após o início da campanha militar conjunta, que tem como objetivo eliminar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos de Teerã, além de pressionar por uma mudança de regime.
Leia também: Irã diz que europeus podem virar ‘alvos legítimos’ se entrarem na guerra
Vizinhos ricos em energia do Golfo Pérsico disseram ter interceptado mais mísseis e drones lançados pelo Irã em direção ao seu espaço aéreo, enquanto o presidente iraniano se desculpava pelos ataques.
“As forças dos EUA atingiram mais de 3.000 alvos na primeira semana da Operação Epic Fury, e não estamos desacelerando”, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos em uma publicação na rede social X.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu na sexta-feira rendição incondicional do Irã, aumentando os temores de uma guerra prolongada que poderia desestabilizar o mercado global de petróleo e gás. O conflito já levou o tráfego no Estreito de Hormuz — rota vital para o transporte de energia — a quase parar.
As Forças Armadas de Israel afirmaram que “outra onda de ataques em Teerã foi concluída”.
“Dentro dessa ofensiva, caças da Força Aérea lançaram aproximadamente 230 munições contra vários alvos militares do regime”, informou as Forças de Defesa de Israel (IDF) em uma publicação em persa na rede X.
Entre os alvos estavam a Universidade Militar Central do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, um depósito de mísseis e uma instalação subterrânea para armazenamento e produção de mísseis balísticos, segundo o IDF.
Leia também: Casa Branca diz que derrubar regime iraniano traria benefícios ao mercado global de energia
Os ataques envolveram mais de 80 caças israelenses, informou o exército israelense em outra publicação.
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Siga o Times | CNBC“Esses ataques reduzem a capacidade do regime iraniano de disparar contra civis israelenses”, declarou o IDF.
Países da região afirmaram que ativaram sistemas de defesa aérea para repelir ataques iranianos.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita informou a “interceptação e destruição de um drone a leste da cidade de Riad”.
Os Emirados Árabes Unidos, vizinhos da Arábia Saudita ao norte, disseram que seus sistemas de defesa responderam a “ameaças de mísseis e drones vindas do Irã”.
“O Ministério da Defesa afirma que os sons ouvidos são resultado da interceptação de mísseis e drones pelos sistemas de defesa aérea”, disseram as autoridades dos Emirados Árabes Unidos.
A maior cidade do país, Dubai, emitiu um alerta pedindo que moradores buscassem abrigo imediato em edifícios seguros e ficassem longe de janelas, portas e áreas abertas.
A companhia aérea Emirates, sediada em Dubai, informou que suspendeu todos os voos de e para a cidade, retomando as operações posteriormente.
Leia também: Trump diz que apenas ‘rendição incondicional’ do Irã pode acabar com a guerra
O petróleo bruto dos Estados Unidos registrou na sexta-feira o maior ganho semanal da história do mercado futuro, à medida que a escalada da guerra no Oriente Médio provoca grande interrupção no fornecimento global de combustíveis.
O petróleo americano subiu 35,63% na semana, o maior avanço desde a criação do contrato futuro em 1983. Já o Brent, referência global, saltou cerca de 28%, no maior ganho semanal desde abril de 2020.
Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) avançaram 12,21%, ou US$ 9,89 (R$ 51,82), encerrando o pregão a US$ 90,90 por barril (R$ 476,32).
O Brent, referência internacional do petróleo, subiu 8,52%, ou US$ 7,28 (R$ 38,15), fechando a US$ 92,69 por barril (R$ 485,70).
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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