Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ataque do Irã fecha temporariamente aeroporto de Dubai e espalha tensão militar pelo Golfo
Publicado 07/03/2026 • 13:03 | Atualizado há 4 horas
Rali do petróleo é retomado após breve queda; Brent supera US$ 87 por barril
Maersk interrompe dois serviços marítimos após escalada da guerra no Oriente Médio
Berkshire Hathaway retoma recompra de ações; CEO Greg Abel compra R$ 79 milhões em papéis
CEO da OpenAI diz aos funcionários que “decisões operacionais” das forças armadas cabem ao governo
Anthropic e Pentágono voltam à mesa de negociação
Publicado 07/03/2026 • 13:03 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
O principal aeroporto de Dubai, um dos maiores hubs de transporte do mundo, precisou suspender temporariamente as operações neste sábado (7) após ataques do Irã com mísseis e drones contra países do Golfo. O episódio ocorreu em meio à escalada da guerra regional, mesmo após o presidente iraniano pedir desculpas aos países vizinhos pelos ataques anteriores.
A nova ofensiva ocorreu apesar da declaração de Teerã de que deixaria de atingir países vizinhos, a menos que ataques fossem lançados a partir de seus territórios. Ainda assim, ataques foram registrados nos Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar e Kuwait, ampliando o clima de tensão em toda a região.
Segundo autoridades dos Emirados Árabes Unidos, o país foi alvo de 16 mísseis balísticos e mais de 120 drones durante a ofensiva deste sábado.
Um objeto não identificado foi interceptado nas proximidades do Aeroporto de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo para tráfego internacional, o que levou as autoridades a suspender temporariamente as operações no terminal aéreo.
Leia também: Irã entra na segunda semana de apagão quase total da internet em meio à guerra
Uma testemunha relatou à AFP ter ouvido uma forte explosão na região, seguida pelo surgimento de uma nuvem de fumaça. Imagens verificadas pela agência também registraram o som de um drone seguido por uma grande explosão e colunas de fumaça próximas a um dos saguões do aeroporto.
O governo dos Emirados Árabes Unidos afirmou que houve “um incidente menor resultante da queda de destroços após uma interceptação”, sem mencionar diretamente o aeroporto. As autoridades acrescentaram que não houve feridos.
Antes da retomada das operações, o site de monitoramento Flightradar24 mostrava aviões circulando sobre Dubai em padrão de espera, aguardando autorização para pouso.
Em um comunicado publicado e posteriormente apagado da rede X, a Emirates, maior companhia aérea do Oriente Médio, havia anunciado a suspensão de todos os voos de e para Dubai até novo aviso. Mais tarde, a empresa informou que as operações foram retomadas.
Leia também: Operação israelense no Líbano deixa 41 mortos; Irã afirma ter atingido petroleiro no Golfo
Aliado dos Estados Unidos e sede de instalações militares americanas, os Emirados Árabes Unidos se tornaram o país mais atingido do Golfo desde o início da guerra.
O Ministério da Defesa dos Emirados informou que 15 dos 16 mísseis balísticos disparados contra o país neste sábado foram interceptados, enquanto o único que escapou caiu no mar.
Já entre os 121 drones detectados, 119 foram derrubados pelas defesas aéreas, enquanto dois caíram dentro do território dos Emirados.
Segundo o ministério, desde o início da guerra no último sábado, o país já detectou 221 mísseis balísticos e mais de 1.300 drones lançados contra seu território.
Mesmo sob ataques diários de drones, os voos no principal aeroporto de Dubai chegaram a ser parcialmente retomados na segunda-feira.
No sábado anterior, quatro funcionários ficaram feridos e um terminal aeroportuário foi danificado, após o início da guerra provocado por ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã.
Leia também: Trump diz que Irã deixou de ser “valentão do Oriente Médio” e promete ampliar ofensiva
Na ocasião, a operadora Dubai Airports afirmou que o incidente havia sido “rapidamente controlado”, sem fornecer detalhes adicionais.
Nos últimos dias, ataques iranianos também atingiram o aeroporto de Abu Dhabi, o complexo turístico Palm Jumeirah e o hotel de luxo Burj Al Arab, enquanto destroços de drones provocaram um incêndio no consulado dos Estados Unidos em Dubai na terça-feira.
Além dos Emirados, outros países da região também registraram ataques neste sábado. O Ministério da Defesa do Catar informou que as forças armadas interceptaram um míssil direcionado ao país, sem divulgar mais detalhes.
Na Arábia Saudita, o ministério da Defesa afirmou que três mísseis balísticos foram destruídos enquanto se dirigiam à Base Aérea Prince Sultan, que abriga tropas americanas, além da derrubada de 17 drones sobre o campo petrolífero de Shaybah, no sudeste do país.
O Kuwait também relatou ter interceptado um drone, enquanto a companhia petrolífera nacional anunciou um corte “preventivo” na produção de petróleo, citando ataques iranianos e ameaças ao Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte de hidrocarbonetos do Golfo.
Mais ao norte, a Jordânia acusou diretamente o Irã de atacar alvos dentro do território do país. Segundo autoridades militares, 119 mísseis e drones foram disparados por Teerã contra o reino ao longo da última semana.
“Esses mísseis e drones estavam mirando instalações vitais dentro da Jordânia e não estavam apenas atravessando nosso território”, afirmou o porta-voz militar brigadeiro-general Mustafa Hayari.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Amiga de Lulinha manda recado a emissários cobrando proteção
2
Entre críticas e recordes, BBB 26 reforça lógica do “falem bem ou mal” na mídia brasileira
3
Ataque do Irã fecha temporariamente aeroporto de Dubai e espalha tensão militar pelo Golfo
4
Exclusivo: após suspender lançamento no Rio, Keeta promove demissão em massa
5
ESPECIAL: Ligações de Vorcaro e André Esteves denunciam lado sujo nunca antes revelado no Banco Central