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Irã entra na segunda semana de apagão quase total da internet em meio à guerra
Publicado 07/03/2026 • 12:09 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 07/03/2026 • 12:09 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
The Crusader / Licence Commons
O Irã permanece sob um apagão quase total da internet, segundo informou neste sábado (7) o site de monitoramento de tráfego digital NetBlocks.
“Uma semana completa já se passou desde que o Irã caiu na escuridão digital sob um apagão nacional da internet imposto pelo regime”, afirmou a NetBlocks em uma publicação nas redes sociais.
“A medida continua em vigor na hora 168, deixando a população isolada sem atualizações e alertas vitais, enquanto autoridades e a mídia estatal mantêm acesso”, acrescentou a organização.
Um gráfico divulgado na publicação mostra que o tráfego de internet no país caiu para cerca de 1% do nível normal.
Os ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã continuaram neste sábado, uma semana depois de iniciarem uma campanha conjunta destinada a eliminar as capacidades nucleares e de mísseis balísticos de Teerã, além de pressionar por uma mudança de regime.
Leia também: Trump ameaça ampliar bombardeios enquanto Irã promete não se render
O Irã já implementou bloqueios de internet em períodos anteriores de agitação social. Um apagão semelhante foi imposto por várias semanas em janeiro, durante protestos generalizados no país.
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Siga o Times | CNBCNo entanto, alguns analistas afirmam que outros fatores podem estar contribuindo para a interrupção atual da internet.
“Embora a causa real ainda não esteja clara, quase certamente é uma combinação de repressão ordenada pelo Estado e de perturbações cibernéticas externas”, disse Kathryn Raines, líder da equipe de inteligência de ameaças cibernéticas da plataforma Flashpoint, em entrevista à CNBC no início desta semana.
O Irã não comentou oficialmente sobre a interrupção da internet.
Analistas afirmam que a falta de conectividade no país tende a aumentar a chamada “névoa da guerra”, já que cidadãos no terreno não conseguem se comunicar com suas famílias, registrar acontecimentos ou obter atualizações em tempo real sobre o conflito.
Empresas de cibersegurança também alertaram que o Irã provavelmente responderá com ataques cibernéticos, seja diretamente pelo governo ou por grupos aliados que atuam como intermediários.
Em comunicado compartilhado com a CNBC, Adam Meyers, chefe de operações contra adversários da empresa CrowdStrike, afirmou que a companhia “já está observando atividades consistentes com atores de ameaça alinhados ao Irã e grupos hacktivistas realizando reconhecimento e iniciando ataques de negação de serviço”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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