Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Brasil já tem mais de um cartão de crédito por pessoa
Publicado 08/03/2026 • 12:48 | Atualizado há 1 dia
Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril
Trump diz que não vai assinar nenhuma lei até Congresso aprovar projeto eleitoral
Profissões manuais ganham força como “blindagem” contra a IA e atraem nova geração de trabalhadores
Preços da energia cairão quando os EUA destruírem capacidade do Irã de atacar petroleiros no Estreito de Ormuz, diz Wright
CEO da OpenAI diz aos funcionários que “decisões operacionais” das forças armadas cabem ao governo
Publicado 08/03/2026 • 12:48 | Atualizado há 1 dia
A cada minuto, os brasileiros fizeram, em média, pouco mais de 40 mil transações por cartão de crédito no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O número mostra o papel central do cartão de crédito no consumo das famílias, em um movimento que intensifica a disputa entre bancos e fintechs emissores pela concessão do crédito que sustenta o plástico.
Pelas projeções do mercado, ainda há espaço para expansão no curto prazo, mas a disputa cada vez mais acirrada deve levar o setor a estratégias mais agressivas para fidelizar clientes.
Em 2025, as transações com cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O avanço é bem superior ao do cartão de débito, que registrou alta de apenas 0,2%, somando R$ 1 trilhão.
Leia também: Pix rivaliza com cartão de crédito em preferência no e-commerce
Os números são sustentados por um volume recorde de 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado, segundo dados do Banco Central. Isso representa mais de um cartão ativo por pessoa em um país com 213,4 milhões de habitantes, conforme estimativas do IBGE.
Esse cenário indica que instituições financeiras terão de disputar a atenção de consumidores que já possuem múltiplas opções. O ambiente competitivo pode levar o mercado a um ponto de saturação, em que o mais importante será a “principalidade” do cartão, afirma o sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, Boanerges Ramos Freire. “O consumidor pode ter diversos cartões na carteira, mas sempre haverá um que concentra o relacionamento principal”, explica.
Emissores apostam em lançamentos
De olho nessa tendência, principais emissores ampliam a concessão de crédito para estimular a preferência do cliente. Os quatro maiores bancos de capital aberto do país – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil – encerraram 2025 com uma carteira de cartões de crédito de R$ 373,7 bilhões, avanço de 11,5% em relação a dezembro de 2024.
Nas instituições tradicionais, o foco está principalmente em clientes de maior renda, diante da maior dificuldade de rentabilizar consumidores de baixa renda. A estratégia inclui serviços exclusivos, pré-venda de shows e acesso a salas VIP em aeroportos.
Leia também: Calote de R$ 5 bi opõe bandeiras e maquininhas de cartão de crédito após crise do Will Bank
O Itaú, por exemplo, lançou o Visa Infinite Privilege, voltado ao público que representa 0,1% mais rico do Brasil. Já o Bradesco anunciou novos cartões em parceria com a United e a rede de hotéis Marriott. Pelo menos sete emissores também confirmaram intenção de oferecer o Mastercard World Legend, categoria acima da Black. Para a classe média, bancos apostam em cartões sem anuidade, como o FREE, do Santander, que elimina taxas sem exigir gastos mínimos.
O Nubank, por sua vez, realizou aumentos agressivos nos limites de crédito, utilizando ferramentas de inteligência artificial para identificar clientes elegíveis. Segundo o CEO da fintech, David Vélez, isso elevou os limites não utilizados de US$ 18 bilhões para US$ 28 bilhões em apenas um ano.
No segmento de alta renda, onde oferece o cartão Ultravioleta, o Nubank afirma ter 40% da base com renda mensal superior a R$ 12 mil. “Mas eles não estão usando nosso cartão como o primário, muitas vezes porque oferecemos limites menores inicialmente”, disse o CFO Guilherme Lago. “Precisamos melhorar a proposta de valor do produto, o que temos feito nos últimos trimestres”.
Próximo da saturação
Apesar da forte presença do cartão, seu domínio no consumo enfrenta um novo concorrente com a popularização do Pix. A integração com crédito, conhecida como Pix Parcelado, deve ampliar a competição e ameaçar a predominância dos cartões, segundo análise da Fitch Ratings. No fim do ano passado, o Banco Central decidiu não regular o produto, deixando o mercado livre para definir taxas, prazos e formas de cobrança.
Leia também: Cartão, empréstimo ou contas básicas? Veja onde a dívida do brasileiro mais avançou em 2025
Para a Fitch, emissores e bandeiras precisarão criar diferenciais para aumentar a proposta de valor dos cartões. “O novo produto pode reduzir a participação de mercado dos cartões de crédito nos pagamentos, especialmente nas transações de parcelado sem juros, possivelmente a custos menores para consumidores e lojistas”, afirma a agência.
O sócio da Bain & Company, André Mello, ainda não vê o setor totalmente saturado, mas avalia que o crescimento tem limite próximo. “Ainda não está lá, há muitas oportunidades, mas o volume transacionado de cartões está chegando perto de um patamar de saturação”, afirma, projetando mais dois a três anos de expansão no mercado.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Bovespa terá novo horário de negociação a partir de hoje com ajuste ao horário de verão dos EUA
2
Exclusivo: após suspender lançamento no Rio, Keeta promove demissão em massa
3
ChatGPT-5.4 chega como a IA mais prática do mercado, não a mais brilhante
4
ESPECIAL: Ligações de Vorcaro e André Esteves denunciam lado sujo nunca antes revelado no Banco Central
5
Preço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril